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Mundo Ex-senador é preso na Jamaica pelo assassinato do presidente do Haiti

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Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi morto em 7 de julho de 2021 a tiros dentro de casa.. (Foto: Igor Rugwiza/Fotos Públicas)

O ex-senador haitiano John Joel Joseph, procurado pelas autoridades do Haiti na investigação do assassinato do presidente Jovenel Moise em julho do ano passado, foi preso na Jamaica, informou no fim de semana uma fonte da polícia local.

Joseph foi detido na noite de sexta-feira para sábado e está atualmente preso em instalações da polícia, disse a fonte sem dar mais detalhes sobre os procedimentos.

Explicou apenas que as forças de segurança jamaicanas estavam atuando em coordenação com seus “parceiros internacionais” e que havia “investigações conjuntas”.

O presidente haitiano foi assassinado em julho, mas, apesar da prisão de vários suspeitos, ainda há muitas incertezas em torno de seu assassinato.

Já no mesmo mês, as autoridades do país publicaram um cartaz de busca por John Joel Joseph, descrito como um indivíduo “perigoso e armado”.

No início deste mês, um ex-soldado colombiano foi acusado nos Estados Unidos de fazer parte do grupo de 20 homens que matou Jovenel Moise e feriu gravemente sua esposa em sua residência presidencial em Porto Príncipe em 7 de julho de 2021.

Mais de 40 pessoas, entre elas 15 colombianos e americanos de origem haitiana, já foram detidas em conexão com a investigação.

Entenda o caso

No dia 7 de julho do ano passado, o presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe, durante a madrugada.

A primeira-dama, Martine Moise, levou um tiro durante o ataque e foi hospitalizada. O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Bocchit Edmond, disse em entrevista coletiva na época que comandava os esforços necessários para levar Martine a Miami onde deveria ser tratada dos ferimentos.

A imprensa chegou a noticiar mais cedo que Martine teria morrido após a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à OEA, emitir nota lamentando a morte da primeira-dama. Horas depois a comissão corrigiu esta informação.

Na mesma noite do dia 7, pessoas consideradas suspeitas de participarem do assassinatos foram detidas. Não havia informação sobre quem e quantos eram esses detidos.

Pobreza extrema

O Haiti é a nação mais pobre das Américas e tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado. Nos últimos meses, enfrentava uma crescente crise política e humanitária, com escassez de alimentos e violência nas ruas.

O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).

O Haiti tem 11,3 milhões de habitantes, faz fronteira com a República Dominicana na ilha Hispaniola, no Caribe, e tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo: 0,51.

Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti foi o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.

O país já foi invadido e sofreu intervenção dos EUA no século XX e tem um longo histórico de ditadores, como François “Papa Doc” Duvalier e seu filho, Jean-Claude “Baby Doc”. A primeira eleição livre do país ocorreu em 1990, mas Jean-Bertrand Aristide foi deposto por um golpe no ano seguinte.

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