Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de maio de 2016
O ex-tesoureiro do PP e ex-assessor parlamentar José Claudio Genu, preso nesta segunda-feira (23) pela PF (Polícia Federal), movimentou R$ 7 milhões, sem justificativa de origem lícita, entre 2005 e 2013. De acordo com a PF, há indícios de que o dinheiro tenha saído do esquema de corrupção e desvio de dinheiro descoberto na Petrobras.
Genu foi detido em Brasília, na 29ª fase da Lava-Jato. Ele foi assessor do ex-deputado José Janene (PP-PR), que morreu em 2010. A força-tarefa da Lava-Jato afirma que Genu seria responsável por receber valores em espécie e repassá-los ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Além disso, Genu seria o beneficiário de até 5% da propina que era paga a partir de contratos firmados no setor de Abastecimento petrolífera.
O delegado Luciano Flores afirma que a investigação acredita que Genu tenha recebido R$ 2 milhões em propina. O delegado destacou que, apesar de Genu nunca ter exercido mandato parlamentar, sempre esteve próximo ao ex-deputado federal José Janene, tido como um dos criadores do esquema do mensalão e das fraudes na Petrobras.
“A prisão tem peso estratégico para a Lava-Jato porque ele era um dos principais cabeças envolvendo recebimento de vantagens indevidas do PP”, afirmou o procurador Diogo Castor Mattos. Ainda de acordo com Mattos, Genu tinha percentual fixo e habitual de recebimento de valores.
A operação também prendeu Lucas Amorim Alves que, conforme a Polícia Federal, era sócio de Genu em empresas cujas contas bancárias movimentaram o dinheiro ilegal. Ele era considerado um “emissário” do ex-assessor.
Outro investigado que teve mandado de prisão expedido foi o empresário Humberto do Amaral Carrilho. Ele é considerado foragido, mas há a expectativa de que o advogado dele entre em contato com as autoridades para combinar como será feita a apresentação.
Esta fase da Lava-Jato foi batizada de Repescagem e investiga os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva a ativa envolvendo verbas desviadas do esquema pelo criminoso descoberto na Petrobras.
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