Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de junho de 2016
Um dos executivos da empreiteira Andrade Gutierrez que fechou acordo de delação premiada na Operação Lava-Jato, Flávio David Barra, afirmou em depoimento que a empresa usou três empresas e dinheiro de caixa dois para pagar propina aos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA). Barra relatou o suposto caminho do dinheiro dos cofres da Andrade até dois advogados ligados a Lobão e um empresário que seria o representante de Jucá nas negociações, o banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos, que foi o controlador do banco BVA, cuja falência foi decretada pela Justiça de São Paulo em 2014.
Engenheiro civil da Andrade desde 1985, Flávio Barra era o diretor da unidade de negócios de energia quando foi preso em julho passado em uma fase da Lava-Jato, que mirou a Eletronuclear. O fac-símile de um dos seus depoimentos foi publicado pelo site QuidNovi na segunda-feira. Barra afirmou ter tratado pessoalmente da propina com Lobão, em reuniões na casa do político em Brasília (DF). Disse ter estado pela primeira vez com ele em 2009, quando era o ministro de Minas e Energia do governo Lula (2003-2010). “Havia o compromisso de repasse de 1% do valor do contrato de obras civis de [usina nuclear] Angra 3 a Edison Lobão”, afirmou o delator. (Rubens Valente/Folhapress)
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