Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de março de 2016
Após 12 meses consecutivos de alta, o indicador Expectativa de Inflação dos Consumidores fechou março com queda de 0,3 ponto percentual em relação a fevereiro. Segundo informou nesta segunda-feira (28) o Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getulio Vargas, a inflação média prevista pelos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes recuou de 11,4% para 11,1%, de fevereiro para março.
Apesar da queda do indicador, a inflação projetada pelos consumidores ainda é a terceira maior desde 2005. Os dados divulgados indicam que a desaceleração entre as classes de renda foi disseminada de forma homogênea em março, o que manteve o diferencial dos níveis de inflação previstos em fevereiro. No entanto, a faixa de renda mais baixa continua prevendo inflação mais alta para os 12 meses seguintes: 11,7%.
Queda
O intervalo entre 10% e 12% continua sendo o mais citado pelos consumidores, mas a FGV ressalta que “houve redução da frequência de citações nessa faixa, de 33,7% do total em fevereiro para 31,3% em março”.
As previsões de projeção de inflação para os 12 meses seguintes vão diminuindo conforme o aumento da renda. Para os que ganham entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, as projeções apontam inflação de 10,9% para os próximos 12 meses, contra 11,3% dos cálculos de fevereiro. Já para os que ganham acima de R$ 9,6 mil, as previsões caíram dos 11% de fevereiro para 10,6% de março.
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