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Brasil Explosão de covid e influenza cancela voos, frustra turismo e afeta do comércio à indústria

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Ao incluir os salários de R$ 33,7 mil mensais, o custo do Congresso em menos de quatro meses foi de R$ 74,2 milhões, sem contar os aspones. (Foto: Reprodução)

O avanço da variante ômicron e o aumento de casos de influenza já afetam a operação da aviação, do varejo, dos serviços e da indústria.

O afastamento dos trabalhadores para evitar a disseminação do contágio afetou escalas de voo, chão de fábrica e atendimento nas lojas.

Isso levou a uma onda de cancelamento de viagens, pagamento de horas extras para suprir a demanda diante da escassez de funcionários, remanejamento de profissionais e volta ao home office nos escritórios.

Para a economia, é má notícia, já que setores mais dependentes de atividades presenciais tinham expectativa de recuperação mais vigorosa este ano. O setor de turismo viu uma escalada no cancelamento de reservas para o carnaval desde que as prefeituras começaram a cancelar a festa diante do aumento de casos.

A maior parte das pessoas infectadas apresenta sintomas leves, mas a variante é mais contagiosa.

No setor aéreo, que começava a dar sinais de alívio com retomada de voos, estima-se que mais de 500 tenham sido cancelados ou remarcados desde quinta-feira. Levantamento feito com as companhias aéreas indica que ao menos 646 voos serão cancelados de domingo até o fim da semana diante do aumento de diagnósticos de covid e influenza entre pilotos e comissários.

Substituição difícil

Somente na segunda-feira (10), Azul e Latam Brasil cancelaram, juntas, ao menos 140 voos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) avalia que o impacto operacional ainda é reduzido, mas tem discutido medidas para mitigar cancelamentos.

Na Azul, a companhia afirma ter cerca de 10% das operações afetadas desde sexta-feira (7), o que corresponde a 90 voos por dia, mas não forneceu a lista. A aérea sente mais o impacto porque tem realizado o maior número de voos diários e porque tem diferentes tipos de aviões na frota, inclusive de menor porte, para deslocamentos com menos demanda.

Como os pilotos precisam de treinamentos específicos para voar em um determinado modelo, as substituições de profissionais em frotas diversificadas não são simples. O profissional que pilota um Embraer 195 da Azul, por exemplo, dificilmente terá em um curto espaço de tempo o treinamento necessário para operar uma aeronave ATR-72, também presente na frota da empresa.

A Gol opera apenas um modelo de avião (Boeing 737), o que facilita o remanejamento de pilotos. No caso da Latam, ao longo de toda a semana a partir de domingo são 106 voos cancelados.

Quanto mais alta a taxa de cancelamentos, maior o prejuízo e a perda de eficiência da operação da companhia, uma vez que as empresas precisam arcar com a indenização dos passageiros.

Em nota, a Latam atribui os cancelamentos aos casos de covid e influenza e orienta os passageiros a conferirem o status do voo no site antes de ir ao aeroporto. Se o voo tiver sido alterado, o passageiro poderá remarcar a viagem sem multa e diferença tarifária ou solicitar o reembolso.

A Gol afirmou em nota que segue sem cancelamentos de voos até o momento, apesar de ter registrado “um aumento dos casos positivos entre colaboradores”.

“Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança”, diz a empresa.

Contratações de emergência

O varejo está em alerta e tem lançado mão de uma série de medidas para evitar o fechamento de portas em um começo de ano no qual se espera retomada de atividades durante o verão.

O aumento de casos de covid e de influenza levou empresários a rever a escala de funcionários, fazer contratações emergenciais e até pagar transporte particular para evitar a contaminação de colaboradores.

Com o desfalque nas equipes, a Ablos, associação que reúne mais de cem membros e que representa lojistas satélites, pretende levar um pedido aos shoppings para que os horários de abertura sejam reduzidos por algumas semanas. A ideia é que o tempo menor de funcionamento ajude a lidar com a falta de funcionários. A associação vai checar, ao longo da semana, o aumento do número de atestados entre os funcionários por covid e influenza.

Sem regra única

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) disse em nota que a saúde das pessoas vem em primeiro lugar e, por isso, o setor investiu em iniciativas sanitárias e segue as orientações das autoridades competentes.

Sobre os novos casos de covid e influenza, a Abrasce disse que hoje “há cenários divergentes entre os mais de cem mil lojistas e 600 shoppings no país, o que requer um olhar único para cada caso pontual, e não uma regra generalizada.”

tags: em foco

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