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Agro Exportações do agronegócio gaúcho cresceram quase 60% no terceiro trimestre, em comparação ao mesmo período em 2020

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Valor comercializado foi o maior da série histórica iniciada em 1997

Foto: José Fernando Ogura/ANPr
Com destaque para a soja, valor comercializado foi o maior desde 1997. (Foto: Jonas Oliveira/ANPr)

As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul atingiram US$ 4,8 bilhões no terceiro trimestre de 2021, uma alta de 59,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Sem considerar a inflação, o valor foi o maior para o período em toda a série histórica iniciada em 1997, superando recorde registrado entre julho e setembro de 2013.

Em termos absolutos, o incremento nas vendas nesse intervalo de tempo foi de US$ 1,8 bilhão. Dentre os setores mais representativos do agronegócio gaúcho, o complexo soja registrou vendas de US$ 2,9 bilhões no período, 60% do total comercializado no segmento, uma alta de 105,1% na comparação com igual período de 2020.

As informações fazem parte do boletim “Indicadores do Agronegócio do RS”, divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) e elaborado pelos analistas Rodrigo Feix e Sérgio Leusin Júnior.

A produção recorde da oleaginosa em 2021, em contraste com a estiagem que prejudicou o cultivo no ano passado, é uma das explicações para o desempenho no período.

“Uma parcela significativa do crescimento observado é explicada pelo retorno à média dos níveis de produtividade da safra de 2021, somada à variação nos preços médios do produto em dólar, fruto da dinâmica do mercado internacional”, explica Leusin Júnior.

Setores e principais destinos

Além do complexo soja, os setores de carnes (US$ 645,4 milhões; +25,1%), produtos florestais (US$ 461,9 milhões; +101,1%), couros e peleteria (US$ 115,8 milhões; +52,3%) e máquinas agrícolas (US$ 106,7 milhões; +59,4%) apresentaram desempenho positivo no terceiro trimestre, enquanto fumo e seus produtos (US$ 249,4 milhões; -29,9%) e cereais, farinhas e preparações (US$ 112,9 milhões; -27,5%) registraram baixas nas vendas.

No complexo soja, a alta no trimestre é explicada pelas vendas do grão (mais US$ 1,3 bilhão; +112,1%), do farelo (mais US$ 98,4 milhões; +42,9%) e do óleo (mais US$ 85,5 milhões; +393,6%).

Dentre as baixas, o arroz puxou a queda nos números do setor de cereais, farinhas e preparações (menos US$ 54,7 milhões; -37,3%), e o fumo não manufaturado (menos US$ 86,8 milhões; -28,1%) foi o responsável pelo desempenho negativo da indústria fumageira.

Em relação aos principais destinos das exportações, a China segue na liderança, responsável por 56,7% de tudo que o agronegócio do Rio Grande do Sul vende para outros países. O gigante asiático registrou crescimento absoluto de US$ 1,3 bilhão (+93,5%).

A sequência do ranking é composta pela União Europeia (10,2%), Estados Unidos (4,1%), Coreia do Sul (2,3%) e Emirados Árabes Unidos (1,7%). Esses cinco destinos são responsáveis por 75% do total das vendas.

Acumulado do ano

Entre janeiro e setembro de 2021, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 11,5 bilhões, o que correspondeu a 74,0% do total exportado pelo Rio Grande do Sul no período. Em relação aos nove primeiros meses do ano passado, a alta chegou a 42,7% em valor, o que representa um incremento de US$ 3,4 bilhões em termos absolutos.

Quanto aos setores do segmento, o complexo soja (US$ 6,1 bilhões), carnes (US$ 1,8 bilhão), produtos florestais (US$ 1,1 bilhão), fumo e seus produtos (US$ 849,7 milhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 458,6 milhões) foram os principais destaques.

O complexo soja novamente foi o responsável pelo maior crescimento (mais US$ 2,5 bilhões; +70,7%), seguido de produtos florestais (mais US$ 401,3 milhões; +60,1%) e carnes (mais US$ 310,4 milhões; +21,2%).

(Marcello Campos)

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