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Artes Visuais Exposição “47% – Artistas mulheres no acervo do MACRS” inaugura na próxima semana

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Palavras para Atacar, obra de Marcela Tiboni, faz parte da exposição.

Foto: Divulgação
Palavras para Atacar, obra de Marcela Tiboni, faz parte da exposição. (Foto: Divulgação)

Após mais de dez meses fechado para os visitantes em função das medidas de segurança sanitária e de combate à disseminação da Covid-19, o MACRS (Museu de Arte Contemporânea do RS) anuncia a sua tão aguardada reabertura ao público, no dia 11 de fevereiro, com a inauguração da exposição “47% – Artistas mulheres no acervo do MACRS”. Com curadoria de Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin, as obras estarão expostas nas galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger (6º andar), Sala Augusto Meyer (3º andar) e Virgílio Calegari (7º andar), da Casa de Cultura Mario Quintana. O horário de visitação é de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, mediante agendamento pelo e-mail visitaccmq@gmail.com.

Mulheres nos Acervos

A exposição “47% – Artistas mulheres no acervo do MACRS” nasce do projeto Mulheres nos Acervos, uma pesquisa colaborativa que coleta e analisa dados sobre a presença de trabalhos de artistas mulheres nas coleções públicas de arte de Porto Alegre.

Mulheres nos Acervos é uma proposta das pesquisadoras de História da Arte Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmarti. Em 2019, já apresentou os resultados da pesquisa em exposições no Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul), na Pinacoteca Aldo Locatelli e na Pinacoteca Ruben Berta. Em 2020, o projeto foi vencedor no 13º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Destaque em Acervos.

A pesquisa que embasa o projeto concluiu que o acervo do MACRS possui a maior porcentagem de artistas mulheres dentre as instituições públicas de arte da cidade, 47,7% (366 artistas), configurando-se como o acervo estudado mais próximo de atingir a paridade de gênero. Em nível nacional, não se tem registro de nenhum outro museu que tenha alcançado essa marca, e os números revelados na pesquisa reforçam a política de aquisição implantada na atual gestão do MACRS, com um olhar mais plural em relação à nossa produção contemporânea.

Além de revelar esses dados, a exposição busca um olhar crítico à coleção, pensando em outras questões de representatividade dentro do acervo que, apesar de trazer nomes importantes da arte contemporânea brasileira, conta com poucas artistas racializadas como negras e trans, e apenas uma artista indígena, por exemplo.

Durante o período de quarentena em que permaneceu fechado, o MACRS compartilhou nas redes sociais informações sobre as artistas e obras que integram a exposição, apresentando uma amostra do trabalho, que lança um olhar contemporâneo, tanto sensível quanto crítico, sobre o mundo em que vivemos.

A exposição também contará com ações educativas, um elemento estruturante do trabalho de pesquisa e do desenvolvimento das dinâmicas de apropriação do acervo por parte do público, de modo que ultrapasse o exercício de catalogação, fazendo a mediação entre as obras e o público.

Inclusão

As ações propostas incluirão visitas guiadas em libras e comentários críticos e questionamentos criativos sobre alguns trabalhos, além de etiquetas com QR Codes que acionam audiodescrição de todas as obras em exposição como recurso de apoio ao público com deficiência visual e intelectual.

Retomada presencial

Todas as atividades serão gratuitas, voltadas ao público em geral e, também, àquele formado por estudantes, artistas, agentes culturais, professores, curadores, críticos de arte, museólogos e conservadores. Para a efetiva aplicação da acessibilidade e ampliação de um público diverso, a equipe de produção se certificou que os espaços culturais dispõem de meios e suportes, de forma a garantir que pessoas com deficiência motora, auditiva e visual possam participar das atividades culturais propostas.

O MACRS cumprirá todos os protocolos sanitários vigentes em sua reabertura ao público, e só está voltando a receber visitantes agora, com a permissão oficial das autoridades competentes e tomando todas as medidas cabíveis de segurança.

Artistas

Ana Alegria, Angela Plass, Camila Schenkel, Claudia Barbisan, Cláudia Hamerski, Claudia Paim, Denise Gadelha, Dione Veiga Vieira, Eleonora Fabre, Élida Tessler, Elle de Bernardini, Fernanda Barroso, Gisela Waetge, Glaucis de Morais, Iole de Freitas, Isabel Ramil, Karin Lambrecht, Karina Nery, Leda Catunda, Leila Danziger, Lidia Lisbôa, Lilian Maus, Lurdi Blauth, Marcela Tiboni, Maria Lídia Magliani, Maria Lúcia Cattani, Mariana Silva, Mariane Rotter, Marina Camargo, Mayana Redin, Patrícia Francisco, Pietrina Checcacci, Regina Silveira, Romanita Disconzi, Romy Pocztaruk, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Shirley Paes Leme, Vera Chaves Barcellos e Yana Tamayo.

Serviço

Exposição: 47% – Artistas mulheres no acervo do MACRS
Abertura: 11 de fevereiro de 2021;
Local: MACRS e IEAVi (Galerias Sotero Cosme, Xico Stockinger, Augusto Meyer e Virgílio Calegari, 3º, 6º e 7º andares da CCMQ);
Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS;
Visitação: de 11 de fevereiro a 4 de abril de 2021, mediante agendamento pelo e-mail (visitaccmq@gmail.com). De terça a sexta-feira, das 10h às 18h.

Realização: Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Instituto Estadual de Artes Visuais Centro de Desenvolvimento da Expressão e Museu de Arte Contemporânea do RS.

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