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Dicas de O Sul Exposição se desdobra em atividades on-line no Carnaval da Casa de Cultura Mario Quintana

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Carnaval de rua de 1967.

Foto: Atribuída a Irineu Jardim/Acervo Museu Joaquim Felizardo
Carnaval de rua de 1967. (Foto: Atribuída a Irineu Jardim/Acervo Museu Joaquim Felizardo)

Entre quarta-feira (17) e sábado (20), o jornalista Diego Vacchi, curador da mostra Aos carnavais que virão, que reúne registros fotográficos e documentos históricos sobre os carnavais de rua de Porto Alegre, conduz as lives De bloco em bloco no Instagram @ccmarioquintana, com música e conversa sobre a trajetória de blocos carnavalescos da atualidade.

A mostra pode ser visitada na Sala Radamés Gnattali, no quarto andar da Casa de Cultura Mario Quintana, mediante agendamento pelo e-mail visitaccmq@gmail.com.

Conforme Vacchi, o projeto De bloco em bloco é um convite para que os foliões possam celebrar em casa o Carnaval deste ano. “Quem abre esse desfile é o Turucutá – Batucada Coletiva Independente, grupo musical composto por instrumentos de percussão. Também vão estar conosco o pessoal do Não mexe comigo que eu não ando só, coletivo feminino que leva o debate do respeito e da igualdade de gênero para o espaço público, e o Bloco da Diversidade, que tem como característica marcante a defesa das pautas LGBTQIA+. Para encerrar a folia, temos mais conversa e música com o já tradicional Maria do Bairro, que, há 14 anos, deu a largada na retomada dos blocos de rua do carnaval de Porto Alegre”, detalha Vacchi.

O diretor da CCMQ, Diego Groisman, destaca o caráter de resistência e renovação das esperanças, representado pelo gesto simbólico de manter erguido o estandarte do Carnaval e a batida dos tambores marcando o ritmo no qual tanto se deseja voltar a pulsar. “O Carnaval é uma manifestação cultural popular importante, que precisa ser mantido e reafirmado neste momento de pandemia”, observa.

A mesma percepção tem o carnavalesco e fundador do Bloco Maria do Bairro, Zeca Brito, diretor do Iecine (Instituto Estadual de Cinema). “O Carnaval é a expressão mais abrangente e democrática da cultura brasileira. É resultado do que somos, da confluência cultural, do encontro amoroso das diferenças. É a expressão da liberdade, do lirismo, da plasticidade de festejar a vida. Precisamos lembrar que não estará tudo bem enquanto não houver Carnaval. Que o coração hoje é semente, que espera paciente, os carnavais que virão”, complementa.

A curadoria da mostra Aos carnavais que virão realizada por Vacchi, que é graduando em História da Arte, partiu de pesquisa realizada em arquivos públicos de Porto Alegre, como o Museu Joaquim Felizardo. A mostra traz parte da história dos carnavais de rua da cidade, desde a década de 1930 até os blocos mais recentes, marcados pela retomada no ano de 2007. A homenagem aos festejos apresenta os blocos humorísticos da década de 1930, como o emblemático Tira o Dedo do Pudim; as tribos carnavalescas, iniciadas em 1945; e o espaço de resistência do Areal da Baronesa, uma das origens dos carnavais de rua da cidade. Entre as manifestações mais recentes, a Banda DK, fundada em pleno regime de exceção, na década de 1970, e os blocos atuais.

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