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| Fachin: deu a lógica

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Luiz Edson Fachin. (Foto: André Dusek/AE)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Ilimar Franco

Os governistas não brincaram em serviço nessa terça-feira no Senado. Aprovaram o jurista Luiz Edson Fachin para o STF. E mandaram um recado ao Planalto ao rejeitarem à OEA, com o uso da oposição, o embaixador Guilherme Patriota. A oposição e os dissidentes foram dimensionados (27). A votação foi polêmica, mas desde o dia anterior os líderes relatavam que Fachin teria o voto de 47 a 53 senadores.

Dou-lhe 5, dou-lhe 10, dou-lhe 9
O relatório da reforma política do deputado Marcelo Castro (PMDB) já teve quatro versões sobre o mandato de senador. O original previa a redução dos atuais 8 anos de mandato para 5 anos. Pressionado pelo PMDB, o relator resolveu estender o mandato para 10 anos. A repercussão foi negativa, e ele voltou para o texto original, de 5 anos. Agora, na sua última versão, Castro defende um mandato de 9 anos para senadores eleitos em 2018 e, a partir de 2027, mandatos de 5 anos. Ele recebeu dos colegas o apelido de “metamorfose ambulante”. E se diz injustiçado quando afirmam que ele titubeou. A maioria da Câmara já definiu que vai retirar do texto as referências ao Senado.

Não faltava mais nada
Ao tentar entrar no plenário do Senado para acompanhar a votação da indicação do jurista Luiz Edson Fachin para o STF, o governador Beto Richa (PR) foi barrado pela segurança da Casa. Só foi liberado após uma assessora apresentá-lo.

Vai ou não vai
Os líderes do governo no Senado debateram nessa terça-feira se deveriam ou não manter a votação da indicação do embaixador Guilherme Patriota para a OEA. Mas como o quorum era alto, e não contavam com traição na base, decidiram manter.

Posição minoritária
Sobre os petistas que querem romper a aliança com o PMDB na capital do Rio, um dirigente nacional da sigla afirma que esse grupo não tem nem 20% da convenção municipal. “Eles são uma cabeça sem corpo”, diz. Sua avaliação é a de que o PT manterá sua aliança com o prefeito Eduardo Paes, cujo candidato é o deputado Pedro Paulo.

Divididos
Os tucanos decidiram que vão se posicionar, mas não fechar questão no caso do distritão. O PSDB defende oficialmente o voto distrital misto, mas muitos dos seus deputados estão fechados com o distritão do vice Michel Temer. Não tem jeito.

Indo para cima
É intensa a pressão dos empresários contra o projeto chamado de fim da desoneração da folha. O deputado Leonardo Quintão (PMDB) diz que é duro dizer “não” aos financiadores das campanhas, ainda mais quando preveem desemprego.

Bons moços
Os trabalhadores rurais foram bem comportados nessa terça-feira, ao invadirem a Fazenda. Quebraram vidros e ficaram no primeiro andar. E até bateram um papo com o ministro Joaquim Levy. Só faltou pedir licença. Em 2007, invadiram o Planejamento. Houve depredação, e até um peru sambou em cima da mesa do ministro Antonio Kandir.

Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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