Domingo, 13 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Falência múltipla dos órgãos: entenda a causa da morte de Francisco Cuoco

Compartilhe esta notícia:

Ator, de 91 anos, morreu após ficar 20 dias internado em hospital. (Foto: Globo/ Daniela Toviansky)

O ator Francisco Cuoco morreu na quinta-feira (19), aos 91 anos, por falência múltipla dos órgãos. A causa da morte do artista, que estava há 20 dias internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi confirmada pela família e assessoria de imprensa.

A Síndrome da Falência de Múltiplos Órgãos (SFMO) se caracteriza pela deterioração aguda de dois ou mais órgãos, que acabam perdendo sua função e levando a um choque séptico, segundo o Ministério da Saúde.

Ainda segundo o Ministério, o paciente acometido de choque séptico apresenta queda abrupta de pressão arterial, reduzindo a oxigenação dos órgãos que acabam entrando em falência progressiva. A degradação gradativa dos órgãos levam a um desequilíbrio funcional que pode se tornar irreversível.

No Brasil, ela afeta cerca de 25% dos pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). De acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), o número de órgãos comprometidos aumenta a chance de morte. Se dois órgãos são comprometidos, a mortalidade é de 60%. Se a falência é de três órgãos, a taxa sobe para 85% e no caso de quatro órgãos ou mais é de 100%.

A sepse (choque séptico) é a causa mais comum para a síndrome, mas ela também pode ser desencadeada por infecções generalizadas, traumas queimaduras, pancreatite, síndromes de aspiração, doenças autoimunes, eclâmpsia e envenenamento. Segundo o Ministério da Saúde, essa foi uma das causas relevantes de óbitos no Brasil durante a pandemia de covid-19.

Principais características

A falência múltipla de órgãos normalmente acontece depois um hiato variável de tempo em relação à sua causa original, durante o qual há aparente estabilidade do paciente. Logo em seguida, ela surge de maneira progressiva. A degradação gradativa dos diversos sistemas ocorre à medida que os vários órgãos entram em desequilíbrio funcional.

Os pulmões, os rins, o estômago e o fígado são os órgãos mais afetados, além de lesões cardíacas pós-traumáticas, cerebrais pós-traumáticas, glandulares e intestinais; também alterações do perfil de imunidade e de coagulação.

O diagnóstico é feito pela avaliação de sintomas clínicos e do resultado de exames físicos e laboratoriais que apresentam, por exemplo, frequência cardíaca acima de 90 batimentos por minuto e aumento ou redução significativa de leucócitos (células brancas) no sangue.

Devido à gravidade da deterioração multiorgânica, a síndrome está vinculada à elevada morbidade e mortalidade. O índice de letalidade sobe de 60%, quando dois órgãos estão comprometidos, para 85% com o comprometimento de três órgãos, e passa a 100%, quando há falência de quatro órgãos ou mais.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Casamento de Jeff Bezos em Veneza vira alvo de protestos contra turismo em massa
Velório de Francisco Cuoco reúne fãs e famosos em São Paulo
Pode te interessar