Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro comandou um intenso e variado esquema de distribuição de dinheiro a políticos e autoridades – principalmente por meio de doações de campanha eleitoral – em troca de “ação, intervenção ou apoio” aos negócios da empreiteira nas mais diferentes esferas de poder, como aponta a PF (Polícia Federal).
No documento, também há casos em que não há referência a pagamentos. O relatório destaca em 204 páginas as trocas de mensagens de celular ou as citações do empreiteiro a 29 políticos, boa parte deles ainda no exercício de seus mandatos. Entre os torpedos pinçados pela PF, constam mensagens em que “aparece o pedido ou agradecimento por contribuição em campanhas eleitorais ou pelo atendimento de outros favores de caráter econômico”.
A PF detalhou em um organograma o modus operandi de Pinheiro, dos executivos da OAS e de políticos que se destacam nas trocas de mensagens de dois celulares apreendidos. Elas revelam como os negócios de Pinheiro dependiam desse poder de barganha.
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