Sábado, 17 de Abril de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
24°
Mostly Cloudy

Acontece Federasul debate sobre os Impactos da Pandemia no Rio Grande do Sul

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Divulgação)

A Federasul realizou nesta quarta-feira (07), através do Tá na Mesa, um debate on-line sobre os Impactos da Pandemia no Rio Grande do Sul. O encontro virtual teve como objetivo buscar soluções após um ano das restrições impostas pela Covid-19.

Completado um ano de pandemia, quando a projeção era que a rotina da população pudesse aos poucos voltar ao normal, a situação ficou ainda mais crítica. Hoje, o Rio Grande do Sul enfrenta o pior momento desde a chegada do coronavírus. São 184 mortes para cada 100 mil habitantes. Além de vidas perdidas, o novo coronavírus causou uma crise na economia, como explica o vice-presidente de Integração da Federasul, Rodrigo de Sousa Costa.

“O estado perdeu 20 mil empregos formais ao longo do ano de 2020, e foi anunciado agora o fechamento de mais de 100 mil empresas no Rio Grande do Sul, isso reflete nos trabalhos informais também que acabam desaparecendo no estado. E uma queda muito grande no PIB de 7%”, destacou Costa.

O secretário Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luis Lamb, explicou como funciona o Comitê Científico do Governo, lembrando que o modelo busca permitir um alerta com as bandeiras de risco a partir de indicadores e pede ações para serem tomadas. “A prioridade é a vida com a retomada econômica”, disse, enfatizando que “não existe setor empresarial responsável pela pandemia”, ressaltou Lamb.

Para vencer os desafios impostos pela Covid-19, o vice-presidente do Cremers, Eduardo Trindade, que trabalha na linha de frente, acredita que é preciso focar na vacinação em massa. “Nós temos que focar agora e não medir esforços de fazer pressão social, de fazer pressão econômica e de fazer cobranças. Nós temos que buscar mais vacinas possíveis”, afirmou o vice-presidente do Cremers.

Além disso, Trindade apresentou dados preocupantes no setor da saúde, já que grande parte da população deixou de realizar exames de rotina por medo de se infectar nos hospitais. “200 mil diagnósticos de câncer deixaram de serem feitos. Quando forem diagnosticados impactarão todo o sistema”. Eduardo Trindade exemplificou também que muitos deles tiveram que cancelar o plano de saúde por causa do desemprego e acabarão pressionando o SUS, ocasionando uma terceira onda de pressão sobre o sistema de atendimento e de hospitalizações.

Outro assunto debatido no encontro foi sobre os setores mais prejudicados pela pandemia, como o das escolas profissionalizantes, do turismo e da gastronomia, que permanecem proibidos de trabalhar pelos decretos atuais do governo gaúcho. “Estes segmentos estão em lockdown há 40 dias. As medidas de fechamento do setor de turismo, por exemplo, já provocam uma queda de 59% no faturamento, no comércio de 33% (com a proibição de trabalhar nos finais de semana) e no de serviços, de 20%”, enfatizou Rafael Goelzer. Se nada for alterado, lembrou, “60% das empresas dos segmentos não vão sobreviver”. O diretor da Quinta da Estância, disse que “a conta chegou para o destinatário errado”.

A Federasul espera que suas atuações de baixo risco sejam reavaliadas na reunião do Gabinete de Crise, desta próxima quinta-feira (08). O bate-papo foi transmitido pelo Facebook, Linkedin e pelo Youtube da Federasul e está disponível nas redes sociais da Federação.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Acontece

Fall/Winter´21 Jorge Bischoff reflete o novo momento da moda
Grupo Cortel lança campanha para incentivar vacinação
Deixe seu comentário
Pode te interessar