Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de maio de 2016
Quis o destino que o longa-metragem “Mulheres no poder”, de Gustavo Acioli, seja lançado no dia 12 deste mês, um dia depois da votação da abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff no Senado, que pode afastá-la da Presidência por até 180 dias.
O diretor e roteirista, entretanto, garante que a trama, protagonizada por uma senadora em primeiro mandato, interpretada por Dira Paes, e uma ministra da Saúde, por Stella Miranda, que enfrentam acusações e as intempéries do poder, não foi inspirada em personagens reais.
“A política é um meio onde os homens predominam, e pensar em um universo totalmente ocupado por mulheres daria graça e criaria um contraste que me permitiria criticar o mundo político”, explicou o diretor.
Há muito interessado na rotina política de Brasília, o diretor passou a acompanhá-la mais de perto, chegando a assistir sessões inteiras de comissões parlamentares, para ajudar no roteiro do filme.
“‘Mulheres no poder’ não é um retrato do que estamos vivendo agora: ele fala sobre a cultura política que temos há 200 anos, desde a independência, e procura colocar em debate os nossos vícios, como o patrimonialismo, o compadrio e a confusão entre público e privado”, criticou o diretor. (AG)
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