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Política Flávio volta a defender ação dos Estados Unidos sobre o PCC, evita desgaste com o Pix e acena ao eleitorado feminino

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Flávio Bolsonaro participa do evento “Brasil de Ideias Mulher - Especial Eleições”, do Grupo Voto, em São Paulo. (Foto: Grupo Voto/Divulgação)

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender, nessa segunda-feira (8), a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Em evento voltado ao público feminino em São Paulo, ele também fez acenos ao eleitorado de mulheres ao mencionar a possibilidade de escolher uma mulher como vice.

No fim de maio, o senador esteve em Washington ao lado do irmão, Eduardo Bolsonaro, e se reuniu com o presidente Donald Trump. Na sequência, o governo americano classificou PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Flávio ainda criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na discussão do tema. O governo tem sido frontalmente crítico à decisão dos Estados Unidos: “Parece que ele é o chefe do PCC”, disse.

Segundo Flávio, a agenda na capital americana teve como objetivo enfrentar o avanço do crime organizado no País. Ele também defendeu a viagem aos Estados Unidos. “O que eu fui fazer nos Estados Unidos nada mais foi do que qualquer País faria se estivesse preocupado em acabar com esse poder paralelo”, afirmou.

Poucos dias depois, porém, o cenário mudou. O governo dos Estados Unidos passou a avaliar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com base em críticas a práticas comerciais do País, incluindo o sistema de pagamentos Pix, o que colocou a pré-campanha de Flávio na defensiva. Questionado sobre isso, Flávio acabou não respondendo.

No mesmo evento, ao falar ao público majoritariamente feminino, Flávio disse que pretende escolher uma mulher como vice e buscou rebater críticas ao pai. “Falam que meu pai não gostava de mulher, isso é narrativa”, afirmou. Ele destacou a presença de mulheres em seu gabinete e na gestão do ex-presidente e mencionou a própria família como exemplo.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla da pré-campanha, que busca ampliar sua presença junto ao eleitorado feminino, considerado um dos principais pontos de fragilidade do senador nas pesquisas e do clã Bolsonaro historicamente.

O evento ocorre após o pré-candidato intensificar sinais nessa direção, como ao participar de ato público usando uma camiseta com a frase “pai de menina” e ao votar a favor do projeto que inclui a misoginia como crime de preconceito na Lei do Racismo, apesar de críticas dentro do próprio campo político.

O senador também passou a incluir a mulher, Fernanda Bolsonaro, em agendas de campanha. A aproximação passa ainda por alianças com lideranças religiosas. Para atrair o eleitorado feminino e católico, Flávio passou a considerar a deputada federal Simone Marquetto (PL-SP) como possível vice em sua chapa. Próxima ao Frei Gilson e a outros nomes da Igreja Católica, ela tem sido uma das principais pontes nesse movimento.

A investida ocorre em um momento em que o segmento feminino tem pesado no desempenho eleitoral. Pesquisa Quaest divulgado em maio mostrou que um dos fatores para a retomada da vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro está justamente na melhora do petista entre mulheres. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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