Sexta-feira, 24 de julho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia FMI diz que impacto de tarifas dos Estados Unidos para o Brasil deve ser modesto

Compartilhe esta notícia:

Fundo projeta crescimento de 2,4% em 2026 e cobra ajuste fiscal mais forte. (Foto: Reprodução)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou em relatório que a economia brasileira tem se mostrado resiliente nos últimos anos, apesar de sucessivos choques, incluindo as recentes tensões comerciais globais. Para o órgão, apesar de mais uma tarifa aplicada pelos americanos ao Brasil, de 12,5%, para além da de 25% sancionada na semana passada, “espera-se que o potencial impacto macroeconômico seja modesto”.

De acordo com dois documentos divulgados nessa quinta-feira (23) – a consulta anual do Artigo IV e a avaliação do setor financeiro, de sigla FSAP –, os ganhos desse rearranjo global com a aplicação de tarifas podem ser “mais do que compensados pelos efeitos indiretos negativos decorrentes da incerteza sobre as políticas econômicas globais”.

Segundo o FMI, como as exportações para os EUA representavam menos de 2% do PIB antes dos aumentos das tarifas e as exportações para outras regiões cresceram, o impacto macroeconômico direto das tarifas no Brasil foi limitado.

“O aumento das exportações de soja para a China desempenhou um papel central” no processo de menor impacto na balança comercial brasileira e no déficit atenuado nas transações correntes do país.

Resiliência

O órgão lembrou que, em agosto do ano passado, a tarifa efetiva aos produtos brasileiros – incluindo aqueles isentos – foi de 29,1%, acima da tarifa média dos EUA para outras economias.

O status de exportador líquido de petróleo e à alta participação de fontes renováveis em sua matriz energética fez o Brasil registrar uma “notável resiliência” diante do choque da commodity causada pelo conflito no Irã. Por conta deste perfil, o FMI projeta que o país cresça 2,4% em 2026 “em meio a termos de troca positivos associados a preços globais de petróleo mais elevados” e aos estímulos fiscais.

O órgão afirmou ainda que as tarifas, apesar de romperem com as cadeias globais de suprimento e promover inflação, podem fazer o Brasil “experimentar efeitos modestamente positivos de desvio de comércio”, como o de produtos agrícolas.

O FMI afirmou ainda que o país precisa enfrentar o que chamou de “esforço fiscal mais ambicioso”, a fim de colocar a dívida pública em uma trajetória “firmemente descendente e abrir espaço para investimentos prioritários”.

O comitê de avaliação ressaltou ainda que “uma postura fiscal mais firme apoiaria a desinflação e abriria caminho para taxas de juros mais baixas”. Se o esforço fiscal ficar aquém do previsto, disseram, o governo poderia criar um aumento da incerteza e intensificar pressões inflacionárias.

Projeções

As perspectivas para o crescimento, apesar de positivas, podem ser alteradas diante da “elevada incerteza global” ocasionada pelo conflito. Para o Fundo, uma possível escalada das tensões no Oriente Médio podem elevar a inflação e, “por meio de condições financeiras mais restritivas e de uma menor demanda global, reduzir a atividade econômica”. (Com informações da Folha de S. Paulo e O Globo)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Dólar fecha a R$ 5,08 com avanço do petróleo e tarifaço dos Estados Unidos; Bolsa cai
Ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça aumenta controle no caso INSS e causa incômodo na Polícia Federal
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x