Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de maio de 2021
A França lidera um bloqueio a uma maior participação do Brasil no Comitê de Meio Ambiente, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), podendo dificultar mais para o país iniciar negociações para aderir à essa entidade.
Segundo fontes, a França alega para riscos trazidos pela política ambiental do presidente Bolsonaro. Paris alertou os outros membros da OCDE de que o Comitê de Meio Ambiente perderia credibilidade aceitando um “upgrade” do Brasil nesse órgão, diante das posturas de Bolsonaro na área ambiental.
“Esse é basicamente um problema político com a França, que lidera junto com dois ou três países menores o bloqueio ao Brasil”, observou uma alta fonte, sem mencionar nomes de outras nações. Já um bom número de países acha justamente o contrário da França e considera que uma participação maior brasileira no Comitê ajudaria a “convencer”, ou seja, enquadrar o País.
O Comitê de Meio Ambiente da OCDE tem três tipos de status: o país convidado, que é atualmente a situação do Brasil; o observador ou participante; e o associado ou membro pleno.
O Brasil foi aconselhado na OCDE a procurar se integrar já em comitês, facilitando a incorporação de normas da entidade em sua legislação e assim pavimentando o terreno para o início de negociações para a acessão, algo que demora anos.
Em 2019, a França já tinha bloqueado a primeira tentativa do governo Bolsonaro de melhorar seu status no Comitê de Meio Ambiente. A decisão foi postergada, mas no ano passado o tema não foi examinado.
Recentemente, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, enviou uma carta aos países membros avisando que haveria uma reunião confidencial do Comitê de Meio Ambiente e a agenda incluía discussão, mas não tomada de decisão, sobre o Brasil, inclusive porque não há consenso sobre a questão.
Ocorre que a carta de Gurría vazou. A organização internacional Human Rights Watch, por sua vez, encaminhou carta aos embaixadores do países-membros denunciando a política ambiental do governo Bolsonaro. Isso, somado à oposição da França, levou a OCDE a considerar que mesmo uma discussão, sem tomada de decisão, não seria produtiva e retirou o Brasil da agenda da reunião.
Os critérios para um país passar de “convidado” a “observador” são frouxos. Basta uma apresentação geral de sua política ambiental. E, pelo critério técnico, o secretariado da OCDE já tinha dado o sinal verde ao Brasil. O que pesa na balança é de fato o discurso considerado tóxico de Bolsonaro sobre esse segmento.
Segundo fontes, o início de negociações para o Brasil aderir à OCDE não tem como pré-requisito a participação do país em comitês da entidade. Ao mesmo tempo, ninguém ignora que sempre que os países da OCDE analisam o Brasil, um dos problemas mais levantados é a política ambiental considerada calamitosa do governo Bolsonaro. Se o país não consegue um upgrade no Comitê da entidade, como negociar sua acessão de forma normal?
O governo francês impõe barreiras também na União Europeia (UE) à aprovação do acordo comercial UE-Mercosul, alegando problemas na política ambiental do Brasil, a começar por desmatamento na Amazônia. Com informações do Valor Econômico.
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O governo brasileiro deveria dar um “para te quiéto” no governop frances. Eles são dependentes dos paises produtores do agro négocios.
CORTA A FRANÇA !!!!!!!!!!!