Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de julho de 2023
A França intensificará as medidas de segurança para o festival nacional anual do Dia da Bastilha, nesta sexta-feira (14 de julho), disse o ministro do Interior, Gerald Darmanin, na quarta-feira (12), depois que o país foi atingido por tumultos após o assassinato de um adolescente pela polícia perto de Paris.
Darmanin disse aos repórteres que 130.000 policiais serão mobilizados a partir da noite de quinta-feira. Helicópteros e unidades policiais especiais também estarão de prontidão, acrescentou.
Os tumultos começaram no final de junho depois que a polícia matou a tiros Nahel M, um jovem de 17 anos, descendente de argelinos e marroquinos, quando o jovem não cumpriu uma ordem para parar seu carro.
Os protestos contra sua morte começaram no subúrbio parisiense de Nanterre, onde ele foi baleado, e se espalharam rapidamente para outras grandes cidades, como Lyon e Marselha.
Os tumultos diminuíram desde então, mas a polícia teme agitação na noite do feriado do 14 de Julho, conhecido como Dia da Bastilha para comemorar a tomada da prisão da Bastilha em 1789 – uma data-chave na Revolução Francesa.
Dedo amputado
Em outra frente, o Ministério Público da França anunciou nessa quinta-feira (13) que abriu uma investigação para apurar uma correspondência enviada ao presidente Emmanuel Macron: um pedaço de dedo amputado, que foi mandado por correio para Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.
O dedo pertence ao remetente da carta, já identificado. A pessoa sofreria com problemas psiquiátricos e já teria sido encaminhada para acompanhamento médico, segunda uma fonte da revista Current Values, que revelou o caso.
Ainda de acordo com a publicação, a investigação apura se a carta com o pedaço de dedo foi uma ameaça contra o presidente.
O dedo estava entre as mais de mil cartas e e-mails que o presidente francês recebe diariamente e são monitoradas por uma equipe com dezenas de funcionários. A presidência da França foi procurada pela agência AFP, mas não se manifestou sobre a correspondência.
A possível ameaça veio à tona na semana em que o país lembra a Revolução Francesa com as celebrações da Queda da Bastilha, uma das datas mais importantes do ano para os franceses. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.
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