Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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Porto Alegre “Fui muito agredida dentro do meu carro. O que ele fez foi para defender a minha vida”, diz a mãe de jovem que matou três pessoas em briga de trânsito em Porto Alegre

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Em seu depoimento, a mulher disse à polícia que a arma foi deixada no local do crime

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Dentro do carro do médico, foram encontrados um revólver, uma pistola, um soco inglês, duas facas, munições e um carregador de pistola. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A mãe do autor confesso do triplo homicídio ocorrido no bairro Lami, na Zona Sul de Porto Alegre, no dia 26 de janeiro, prestou depoimento nesta segunda-feira (03) na 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e desmentiu a fala do filho de que a arma usada no crime pertencia às vítimas.

Na saída da delegacia, a mulher falou brevemente com a imprensa e disse que o jovem de 24 anos não tinha a intenção de matar e relatou que ela estava sendo agredida. “Foi uma fatalidade. Meu filho não é um monstro, a gente é de família, ele não é vagabundo”, disse, chorando. “Fui muito agredida dentro do meu carro. O que ele fez foi para defender a minha vida, foi defesa. Ele jura que sentia que eu estava sendo esfaqueada”, afirmou.

O sepultamento da família assassinada foi realizado na semana passada no Cemitério Parque Jardim da Paz, na Capital. Em seu depoimento, a mulher disse à polícia que a arma foi deixada no local dos fatos. O paradeiro do objeto é desconhecido.

Ao contrário do que o filho havia relatado aos policiais na terça-feira (28), quando foi preso, a mãe confirmou que a pistola de 9 milímetros usada no crime era da família dela e não das vítimas. A arma foi adquirida pelo pai de Dionatha Bitencourt Vidaletti  no dia 10 de janeiro – 16 dias antes do crime. A polícia já havia descoberto a compra do armamento por meio de um depoimento e de uma nota fiscal.

Ela ainda foi questionada sobre a razão pela qual Dionatha Bitencourt Vidaletti mentiu sobre a origem da pistola, que estava registrada no nome do pai. A mulher tem  autorização de posse de armas, mas não porte.

O crime

No domingo (26) houve uma pequena colisão entre um Citroën Aircross, onde estava a família, e uma Ecosport, que estava estacionada. O motorista da Ecosport começou a perseguir o outro automóvel, que não parou após a batida, e o obrigou a frear, iniciando uma discussão.

Depois, ele sacou uma arma e efetuou disparos contra a família. As vítimas foram Rafael Zanetti Silva, 45 anos, Fabiana da Silveira Innocente Silva, 43, e Gabriel da Silveira Innocente Silva, 20.

O filho mais novo do casal, de 8 anos, e a namorada de Gabriel também estavam no Citroën, mas não se feriram. O assassino fugiu. Ele não possuiria o registro da arma usada no crime.

Durante os trabalhos de investigação policial, foi localizada a Ecosport, assim como uma pistola, que estaria no nome da mãe da vítima, e um revólver, ainda sem informações sobre registro. A arma utilizada, uma 9mm, não está entre as encontradas.

 

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