Sábado, 04 de Abril de 2020

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Rio Grande do Sul Gestores e representantes de hospitais discutem ações para prevenir o coronavírus

A atividade foi promovida pela 1ª Coordenadoria Regional de Saúde, que abrange 41 cidades dos vales do Caí, Sinos e Paranhana

Foto: Divulgação/SES
A atividade foi promovida pela 1ª Coordenadoria Regional de Saúde, que abrange 41 cidades dos vales do Caí, Sinos e Paranhana - Foto: Divulgação / SES

A SES (Secretaria da Saúde) realizou nesta terça-feira (18) uma reunião com os gestores municipais e representantes de hospitais da região metropolitana para tratar das ações em relação ao coronavírus.

A atividade foi promovida pela 1ª CRS (Coordenadoria Regional de Saúde), que abrange 41 cidades do Vale do Caí, Vale do Sinos e Vale do Paranhana. O encontro ocorreu no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre.

Dos 16 notificados como possíveis casos de infecção por coronavírus (COVID-19) no RS, dez eram da região. Um deles permanece em investigação: uma criança de dois anos, de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Os demais tiveram resultado negativo, sendo descartados para outros vírus ou excluídos por não se enquadrarem na classificação de suspeito.

Conforme a coordenadora da 1ª CRS, Ana Maria Rodrigues, foram convidados para a reunião todos os secretários de saúde, coordenadores da Atenção Básica e da Vigilância Epidemiológica dos municípios de abrangência. “Também chamamos os responsáveis pelas áreas de infecção dos 27 hospitais que temos na região”, acrescentou.

Presente na abertura do evento, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, destacou o fato de a região ter a maior probabilidade de entrada do vírus no Estado. “Além de ser a área do Estado com a maior população, aqui temos o aeroporto internacional, com muita circulação de pessoas, e a indústria coureiro-calçadista, que tem grande vinculação com a China”, frisou.

Arita também descreveu outras ações da SES, como a instituição do COE (Centro de Operações de Emergências), que tem como atribuições investigar, manejar e notificar casos potencialmente suspeitos de infecção pelo coronavírus. Além da 1ª CRS, outras regionais elaboraram planos locais de contingenciamento.

No encontro, foram destacados os critérios para se caracterizar um caso suspeito: pessoa que nos últimos 14 dias tenha viajado para a China e que apresente febre acompanhada de algum sintoma respiratório (tosse ou dificuldade para respirar) ou aquela pessoa que tenha tido contato com um caso suspeito e também apresente esse quadro clínico.

Ao se definir um caso como suspeito, é importante isolar o paciente por meio do uso de máscara cirúrgica e segregação em área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. O fato deve ser notificado imediatamente às autoridades epidemiológicas locais e pode ser feito pelo Disque 150 do Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde).

Aos casos que não apresentarem sinais de gravidade, é orientado o isolamento domiciliar por até 16 dias (ou até o fim dos sintomas). Neste período, o caso fica sendo acompanhado pela Atenção Básica e pela Vigilância em Saúde do município. Nas situações onde o paciente apresente agravamento do seu estado clínico, a internação ou transferência de hospital deve ser avaliada junto à Regulação Estadual.

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