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Economia Golpe do leilão cresce na pandemia e dois mil sites falsos são identificados

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Centenas de páginas virtuais se passam por órgãos públicos e causam prejuízo a compradores. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Golpes cometidos por meio de falsos leilões na internet saltaram durante o período da pandemia, de acordo com dados da Associação dos Leiloeiros Oficiais do Estado de São Paulo (Aleoesp). As centenas de páginas virtuais usam nomes de seguradoras de veículos, departamentos de trânsito nacional, estaduais e municipais, de bancos públicos e de leiloeiros oficiais, causando prejuízos significativos aos compradores.

Desde 2019, 2 mil sites falsos foram identificados. Somente em 2021, foram identificados 1.063 que forjavam leilões, número que é o dobro do que havia sido descoberto em 2020: 510. De 2016 a 2019, 420 endereços virtuais foram localizados. A tendência demonstra que esse tipo de crime vem se tornando mais frequente.

O próprio presidente da associação, leiloeiro Sérgio de Freitas, teve seu nome usado indevidamente para um leilão que não existia de fato. “Você derruba um, na manhã seguinte aparecem dois. O número cresceu muito durante a pandemia de covid-19, mas, mesmo com a volta dos leilões presenciais, os golpistas continuam agindo”, disse.

Como os lances representam grande parte do valor do bem, os prejuízos são altos. “Tem muitos casos em que a pessoa deposita toda sua economia, R$ 40 mil, R$ 50 mil, até mais em um lance falso”, lamentou.

A associação disponibiliza para consulta, em seu site, a relação dos leilões falsos e também a lista de leiloeiros oficiais. Segundo Freitas, só o leiloeiro oficial inscrito na Junta Comercial do Estado tem autorização legal para realizar leilões e receber valores de arrematações.

O pedreiro Valter Silva Jacinto, de 45 anos, decidiu investir os R$ 30 mil que havia conseguido com a venda de um imóvel em sua terra, em Minas Gerais, em um leilão de veículos usados. Era o golpe do falso leilão. “Só descobri quando fui retirar os veículos e o endereço era de uma empresa de aço. O vigia disse que eu não era o primeiro a cair no conto.”

Como Jacinto, milhares de pessoas em todo o País vêm caindo nessa fraude. Os golpistas inserem sites falsos na internet com identificação e imagens parecidas com os verdadeiros e oferecem imóveis ou veículos a preços abaixo do valor de mercado.

Os falsários disponibilizam fotos, documentos e informações sobre os bens e criam mecanismos para que a vítima ofereça um lance. Após vencer o leilão, a pessoa recebe uma carta de arrematação com uma ordem de pagamento via boleto ou por meio de depósito em contas bancárias que são registradas em nome de laranjas, como se fosse a conta do leiloeiro oficial.

Após o pagamento, os criminosos chegam a enviar comprovantes para as vítimas e o dinheiro desaparece.

Os golpistas agem sempre com ousadia. Em dezembro do ano passado, depois de detectar páginas fraudulentas na internet que tentavam simular o Sistema de Leilão Eletrônico oficial da instituição, a Receita Federal viu-se obrigada a publicar um alerta em seu site oficial.

“Os falsos endereços usam inclusive o logotipo da Receita Federal indevidamente para dar credibilidade ao serviço. Essas páginas, embora visualmente semelhantes à original, são falsas, portanto não são fonte confiável de informação”, publicou.

Receita Federal

A Receita Federal viu-se obrigada a publicar um alerta em seu site oficial Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Receita esclareceu que os leilões de mercadorias apreendidas pela instituição não são realizados em sites privados, apenas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, acessado via site oficial da Receita Federal, sendo necessário possuir certificado digital para participar.

“Importante destacar que o pagamento das mercadorias arrematadas em leilão é feito por meio de Documento de Arrecadação Federal (Darf) e nunca mediante depósitos ou transferências para contas de terceiros”, alertou.

Ao Estadão, a Receita informou que diversos sites que se fazem passar pelos seus leilões não estão hospedados em um servidor de domínios do Brasil, o que dificulta a sua retirada do ar. “Mas não impede que a Receita Federal busque todos os meios para tal”, disse.

Entre as providências, estão a publicação de alerta à sociedade, o acionamento do Gabinete de Segurança Institucional para a retirada do site do ar, a representação junto aos órgãos competentes e solicitação de retirada do diretório de buscadores na internet.

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