Segunda-feira, 18 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Governador do Rio pretende nomear Eduardo Bolsonaro como secretário para ajudá-lo a salvar seu mandato de deputado federal

Compartilhe esta notícia:

Em discurso revoltado, deputado criticou agentes por compactuarem com ministro do STF. (Foto: Reprodução/YouTube)

O governo do Estado do Rio de Janeiro discutiu nessa terça-feira (22) a criação de uma nova secretaria estadual com o objetivo de nomear o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A proposta foi debatida pelo governador Cláudio Castro e o convite chegou a ser feito ao parlamentar, que atualmente está nos Estados Unidos.

A ideia seria nomear Eduardo como secretário de Relações Internacionais, o que permitiria a ele manter o mandato parlamentar mesmo após o fim da licença de 120 dias da Câmara dos Deputados, encerrada no último domingo (20). Com isso, ele evitaria a cassação por faltas não justificadas.

Risco

No entanto, para assumir o cargo, Eduardo precisaria tomar posse presencialmente no Rio de Janeiro – o que, segundo aliados, representa um risco de prisão, já que ele é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de obstrução de justiça no caso da tentativa de golpe de Estado envolvendo seu pai. Ele também é alvo de um inquérito no STF por suspeita de coação no curso do processo.

Uma alternativa cogitada nos bastidores seria alterar as regras de posse de secretários estaduais, permitindo que ela ocorresse à distância.

Essa mudança, porém, dependeria da aprovação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O cenário político, no entanto, é desfavorável.

O governador Cláudio Castro e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, estão rompidos e, segundo fontes próximas, sequer se falam atualmente.

Investigado

Eduardo Bolsonaro é alvo de um inquérito no STF por suspeita de coação no curso do processo. Ele teria articulado, nos Estados Unidos, sanções contra o Brasil em resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.

A investigação aponta que Eduardo tentou usar sua influência internacional para pressionar autoridades brasileiras, o que pode configurar crime de coação, com pena prevista de um a quatro anos de prisão, além de multa.

A possibilidade de nomeação para um cargo estadual é vista por ministros do STF como uma manobra para blindar o deputado e garantir sua permanência no exterior, mesmo após o fim da licença parlamentar.

Reação 

A articulação para nomear Eduardo Bolsonaro foi revelada pelo blog da jornalista Andréia Sadi. Segundo a apuração, aliados do deputado procuraram ministros do STF para sondar a viabilidade jurídica da nomeação em um governo estadual.

A proposta causou surpresa e foi considerada “absurda” por integrantes da Corte. Um ministro ouvido pelo blog afirmou que a medida buscava proteger alguém com “acerto de contas próximo com a Justiça”.

A repercussão levou o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada do PT na Câmara, a protocolar um pedido de medida cautelar no STF para impedir que governadores nomeiem Eduardo para qualquer cargo público.

Na petição, Lindbergh afirma que a nomeação teria como objetivo garantir “sustentação financeira irregular” e simular vínculo funcional para manter Eduardo nos EUA.

O pedido solicita que o STF determine que governadores e o Distrito Federal se abstenham de nomear Eduardo Bolsonaro, sob pena de responsabilização criminal e político-administrativa.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Anderson Cardoso da Silva
23 de julho de 2025 02:20

O Brasil , o povo é maior que tudo , está guerra de politicagem , quem sofre somos nós..
O povo come ovo , enquanto políticos comer caviar..

Aliados de Lula apostam em investigação de informações privilegiadas sobre tarifaço para enfraquecer bolsonaristas
Em meio à tentativa de salvar seu mandato, Eduardo Bolsonaro escala ataques ao Supremo
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x