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Mundo Governadora de Tóquio contraria premiê e quer isolamento mais severo

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Yuriko Koike quer fechar pontos comerciais e de entretenimento acima de 100 metros quadrados, além de lojas de departamento e universidades

Foto: Reprodução
Yuriko Koike quer fechar pontos comerciais e de entretenimento acima de 100 metros quadrados, além de lojas de departamento e universidades. (Foto: Reprodução)

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, estaria pronta para anunciar medidas mais duras de isolamento, determinando já na sexta-feira (10) o fechamento de uma grande variedade de estabelecimentos, de lojas de departamento e restaurantes a universidades. A medida, porém, desagrada o governo do primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo.

Abe decretou na terça-feira estado de emergência, com duração inicial de um mês, para Tóquio e outras seis regiões do país, como forma de combater a aceleração do número de casos de Covid-19.

Porém, o estado de emergência não permite às autoridades japonesas impor um confinamento estrito como em outros países, mas oferece aos governadores regionais a possibilidade de insistir para que a população permaneça em casa e determinar o fechamento temporário dos estabelecimentos comerciais não essenciais.

Segundo o site Nikkei Asian Review, ao tomar conhecimento dos planos de Koike, que incluíam o fechamento de todos os estabelecimentos comerciais e de diversão com mais de 100 metros quadrados, o ministro de política econômica Yasutoshi Nishimura, responsável pela supervisão do plano nacional de resposta à pandemia, tentou convencer a governadora e seus colegas a adotarem planos mais brandos.

Em uma teleconferência na quarta-feira (08), Nishimura teria pedido que a governadora de Tóquio aguardasse mais duas semanas antes de endurecer as restrições.

Também contrariando os planos de Koike, Abe declarou em uma entrevista coletiva na noite de terça que salões de beleza e barbearias deveriam permanecer abertos por serem considerados “serviços essenciais”, além de pedir que restaurantes aumentassem suas medidas de precaução, como ampliar o sistema de ventilação, em vez de fecharem suas portas.

No mesmo dia, o governo federal acrescentou ainda restaurantes, cafés, lojas de departamento e supermercados à lista de “estabelecimentos que se pede que continuem operando no caso de uma declaração de emergência”.

A preocupação seria tanto econômica – já que Tóquio responde por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) do Japão – quanto pelo fato de que, com o fechamento de muitos estabelecimentos, possa haver um êxodo de trabalhadores que, parados, viajariam para outras cidades onde vivem suas famílias. Isso poderia contribuir para disseminar o coronavírus em outros locais ainda menos atingidos.

Na quarta-feira, primeiro dia do estado de emergência, Tóquio registrou 144 infecções, seu maior aumento diário desde o início da pandemia, noticiou a emissora pública NHK, sem citar fontes. Na noite de quarta-feira, o Japão tinha 4.257 casos de Covid-19 confirmados, segundo a universidade Johns Hopkins, e 94 mortes causadas pela doença.

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