Sexta-feira, 07 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Governo de Javier Milei anuncia pacote de ajuste fiscal com desvalorização do peso argentino

Compartilhe esta notícia:

O pacote era a medida mais esperada do novo presidente, Javier Milei, que, durante sua campanha, prometeu cortes profundos na estrutura estatal.

Foto: Reprodução
Desregulamentação faz parte do decreto emergencial para economia anunciado por Javier Milei. (Foto: Reprodução)

O governo de Javier Milei anunciou nesta terça-feira (12) o primeiro pacote fiscal para tentar conter a crise econômica da Argentina, uma das piores da história recente do país. Entre eles a desvalorização da moeda local, o peso, para 800 pesos a cada um dólar. O dólar oficial, que na gestão de Alberto Fernández era vendido acima 400 pesos, dobrou de preço, mas ainda está abaixo do que é cobrado no mercado paralelo. O “blue”, como é chamado, estava cotado nesta terça a 1050 pesos.

O novo ministro da Economia, Luis Caputo, anunciou uma série de ajustes fiscais. Caputo fez um discurso de 17 minutos em vídeo, gravado previamente.

Entre as medidas anunciadas, estão:

Não renovar contratos de trabalho com menos de um ano;
Reduzir 106 para 54 o número de secretarias, e os ministérios de 18 para 9;
Reduzir ao mínimo a transferência às províncias;
País não vai fazer mais licitações de obras públicas e cancelar licitações que ainda não começaram;
Reduzir subsídio à energia e aos transportes;
Fortalecer a política social a quem mais precisa, “sem intermediários”;
Cotação do peso em relação ao dólar vai valer 800 pesos;
Suspensão de publicidade do governo por um ano.

“Estamos na pior fase da nossa história”, disse o ministro, que afirmou que a Argentina gasta bem mais do que arrecada.

“Se seguir como estamos vamos ter hiperinflação.” A ideia, diz, é “neutralizar a crise”.

“Viemos resolver isso desde a raiz”, disse. “Se reestrutura a dívida fosse a solução, já reestruturamos nove vezes, seríamos a Suíça”.

Junto com a desvalorização da moeda local, o ministro justificou um aumento do imposto PAIS, que impacta nas importações e ficarão retidas exportações de produtos não agrícolas.

“Estamos definitivamente diante do pior legado da nossa história. Um país onde os argentinos são cada vez mais pobres, com um déficit fiscal que ultrapassa 5 pontos e meio do PIB”, disse Caputo.

O pacote era a medida mais esperada do novo presidente, Javier Milei, que, durante sua campanha, prometeu cortes profundos na estrutura estatal. No discurso de posse, no domingo (10), Milei disse que “não há dinheiro” no país e pediu que a população se preparasse para tempos difíceis antes de que a situação melhore.

“Não existe solução sem atacar o déficit fiscal. A solução implica um ajuste no setor público, que cairá sobre o Estado, e não sobre o setor privado”, afirmou o presidente argentino.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Vinícius Borella
13 de dezembro de 2023 11:13

Deve doer em ti ver o que é um estadista de verdade em ação, que realmente trabalha em prol do povo e não só pra benefício próprio.

Fabiano Coitinho
13 de dezembro de 2023 08:56

O “keco”, é que a atualidade da Argentina nada mais é que o reflexo em que caminha o Brasil.

Vanderlei Ochoa
13 de dezembro de 2023 02:03

E o Kéco?

Fernando Krause
13 de dezembro de 2023 11:40

Mais uma, talvez a última oportunidade dos hermanos se libertarem de uma vez por todas do comunismo disfarçado de “socialismo”, que os jogou neste abismo quase impossível de sair.

Vanderlei Stefani
13 de dezembro de 2023 17:39

🔴Durante a campanha o extremista argentino disse que ia cortar relações com países comunistas citando a China. Hoje, depois de eleito lá está ele de joelhos para o representante do governo chinês.

Não adianta, se não tem prestígio tem que se humilhar. Foi assim aqui no Brasil com Bolsonaro no poder e ao mesmo tempo sendo cadelinha de estimação do então presidente Trump.

Deputados aprovam Marco Legal da Educação no Rio Grande do Sul
Governo gaúcho endurece as regras para contratação de empresas
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x