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Brasil O governo afastou mais nove ministros que disputarão as eleições deste ano

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O ex-titular da Fazenda diz que seu potencial de crescimento ficará explícito com o início da propaganda eleitoral. (Foto: Agência Brasil)

O Diário Oficial da União dessa sexta-feira publicou a exoneração de nove ministros que pretendem concorrer nas eleições de outubro. Deixaram as suas respectivas pastas Mendonça Filho (Educação), Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Leonardo Picciani (Esportes), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Dyogo Oliveira (Planejamento), Marx Beltrão (Turismo), Henrique Meirelles (Fazenda) e Helder Barbalho (Integração Nacional).

No caso destes dois últimos, os seus respectivos afastamentos pelo governo federal foram confirmados mais tarde que os demais, por meio de uma edição-extra do Diário. Todas as saídas já eram esperadas e tiveram como motivo o fato de que nessa sexta-feira se esgotava o prazo para que ocupantes de cargos no Executivo se desincompatibilizem para se candidatarem a cargos eletivos.

Já os ministros Alexandre Baldy (Cidades) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores) decidiram não disputar as eleições, permanecendo assim no governo. O mesmo gesto já havia sido anunciado nesta semana por Gilberto Kassab (Comunicações), que não será mais candidato a vice na chapa de João Doria ao governo de São Paulo.

Meirelles

Ainda como chefe da equipe econômica, Henrique Meirelles deixou o PSD para se filiar ao MDB do presidente Michel Temer, em cerimônia realizada na última terça-feira, ainda que sem garantias de que seria candidato. De acordo com reportagens publicadas pela imprensa na quinta-feira, o titular da Fazenda mudou o tom após o tratamento recebido no ato de adesão à legenda.

Recebido em clima de campanha, Meirelles se sentiu em segundo plano, segundo interlocutores. Dentre os motivos para a sua insatisfação estariam a ausência de consultas a ele (por parte da sigla) para a utilização de sua imagem em peças gráficas do evento e um jingle (canção publicitária utilizada para promover produtos, serviços e pessoas) cuja letra diz “M de Michel, M de Meirelles, M de MDB”.

Na avaliação de Meirelles, a legenda e o próprio presidente da República não cumpriram o combinado de que os dois receberiam o mesmo tratamento até que fosse definida a chapa de candidatura para o Palácio do Planalto, ou seja, assim que definido de o ex-titular da Fazenda será cabeça-de-chapa ou vice de Temer.

Com apenas 2% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, ele sabe que Temer terá preferência se “bater o martelo” em seu plano de disputar um segundo mandato. Mas Meirelles havia combinado com o partido que tentaria se viabilizar eleitoralmente até julho.

Novos ministros

No dia 2 deste mês, Michel Temer já empossou os novos ministros da Saúde, Gilberto Occhi, e dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro Silveira. A Caixa Econômica Federal também conta com um novo presidente, Nelson Antônio de Souza.

Após assinar a efetivação dos novos titulares de pastas, o chefe do Executivo ressaltou que os problemas do País exigem trabalho, colaboração e que, acima de tudo, estão o País e as instituições. “Sabemos todos que o Brasil tem pressa e os problemas diante de nós exigem união e diálogo.

“Continuaremos a dedicar toda nossa energia com os novos ministros e presidente da Caixa Econômica Federal para construir um País melhor, para todos. E que todos colaborem, sem nenhuma tendência à separação. Acima de tudo e de todos nós está o País e as suas instituições”, acrescentou.

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