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Política O governo federal demite o número 2 do Ministério da Saúde e o ex-ministro Pazuello volta ao quadro do Exército

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Elcio Franco estava no cargo desde 19 de maio de 2020

Foto: Reprodução de TV
Elcio Franco estava no cargo desde 19 de maio de 2020. (Foto: TV Brasil/Reprodução)

O governo federal exonerou o Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco. A decisão, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (26).

Ainda não houve a nomeação de um substituto. Na terça-feira (23), o médico Marcelo Queiroga assumiu o comando do Ministério da Saúde em uma cerimônia discreta. A expectativa é que ele realize trocas na equipe da pasta.

Franco foi nomeado secretário-executivo do Ministério da Saúde logo após Eduardo Pazuello assumir o cargo de ministro interino da Saúde.

Anteriormente, o coronel ocupou o cargo de secretário-executivo adjunto quando Pazuello foi indicado para o cargo de secretário-executivo. Na época, Franco substituiu Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz no cargo.

Mudança no Ministério

O médico Marcelo Queiroga, que assumiu a gestão do Ministério da Saúde nesta terça-feira, é Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e o quarto ministro da Saúde desde o começo da pandemia da Covid-19, há pouco mais de um ano.

Antes de Queiroga, comandaram o ministério o médico e ex-deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS); o médico Nelson Teich; e o general do Exército Eduardo Pazuello.

Em dezembro do ano passado, Queiroga foi indicado por Bolsonaro para ser um dos diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A indicação não chegou a ser votada pelo Senado Federal.

Volta de Pazuello ao Exército

O Diário Oficial da União também publicou nesta sexta portaria que oficializa o retorno ao trabalho no Exército do general Eduardo Pazuello, que foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro do cargo de ministro da Saúde.

Assinada pelo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, a portaria “reverte” Pazuello ao “quadro” da Força. General de divisão intendente, Pazuello seguiu como militar da ativa durante sua passagem de quase um ano pelo ministério da Saúde, como secretário-executivo, ministro interino e ministro titular.

Pandemia no Brasil

O Brasil voltou a quebrar a marca de seu pior dia da pandemia até aqui, com 3.600 mortes por Covid registradas em 24 horas. Com isso, o País soma agora 307.326 óbitos desde o início da pandemia. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 2.400, voltando a bater recorde no índice. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +32%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Com o recorde desta sexta, o Brasil passa a ocupar o segundo lugar entre os países que tiveram mais mortes registradas em um único dia, ficando atrás apenas dos EUA – que já bateu a marca de 4 mil mortes diárias em seu pior momento. Antes, a Argentina ocupava a 2ª posição, com 3.351 mortes anotadas em 1º de outubro de 2020, segundo o portal Our World in Data.

Já são 65 dias seguidos com a média móvel de mortes acima da marca de 1 mil; pelo décimo nono dia a marca aparece acima de 1,5 mil; e o país completa agora 10 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia.

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