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Economia Governo Lula prepara mais R$ 10 bilhões em crédito para financiar a compra de caminhões e ônibus

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A linha de crédito lançada em janeiro já tinha R$ 10 bilhões para renovação da frota de caminhões. (Foto: Reprodução)

Enquanto finaliza o programa de renegociação de dívidas e redução do comprometimento de renda das famílias, o governo também quer dar estímulos adicionais para os investimentos. O Executivo estuda reforçar em cerca de R$ 10 bilhões o programa Move Brasil, operado pelo BNDES, e permitir o uso dos recursos não só para aquisição de caminhões, mas também para ônibus.

A linha de crédito lançada em janeiro já tinha R$ 10 bilhões para renovação da frota de caminhões. Se for adiante, vai dobrar e ampliar seu escopo, dando um estímulo ao setor automotivo, que é vista como uma cadeia produtiva que tem repercussões sobre outros segmentos e capacidade de geração de empregos.

Na tarde dessa terça-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que a medida está em estudo: “Fizemos o programa Move Brasil para ajudar os caminhões mais pesado, R$ 10 bilhões já acabou, estamos trabalhando para ter outra tranche, retomou a indústria de veículos pesados, agora deve entrar também ônibus.”

O Move Brasil tem taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da Selic, hoje em 14,75% ao ano. Com a taxa básica da economia em níveis proibitivos e em um momento de incerteza, o governo tenta oferecer alternativas para fomentar não só o consumo com as medidas para dívida das famílias, mas também para os investimentos.

Além do reforço em estudo no Move Brasil, o governo anunciou no mês passado uma nova rodada do plano Brasil Soberano, lançado no meio do ano passado para combater os efeitos do tarifaço americano contra o Brasil.

A versão 2.0 conta com um volume de R$ 15 bilhões, que podem ser usados pelas empresas exportadoras e setores industriais ligados ao comércio exterior tanto para capital de giro como para expansão fabril, como compra de máquinas e equipamentos. As taxas de juros ainda precisam ser regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e o governo corre para finalizar isso ainda nesse mês.

Em outra frente voltada para os investimentos, o Palácio do Planalto está em fase final de regulamentação do uso de cerca de R$ 20 bilhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para investimentos em bens de capital. A Finep opera com taxas ligadas à Taxa Referencial (TR), altamente favoráveis para quem toma os recursos.

No total, o reforço no crédito para investimentos nesse ano pode superar os R$ 50 bilhões. O discurso, inclusive, já está pronto: ao estimular investimentos, há também aumento de produtividade e da capacidade produtiva a longo prazo, o que é um fator importante para crescer sem pressões inflacionária.

O Banco Central, mesmo agora com toda diretoria indicada pelo presidente Lula, por outro lado, tem levantado preocupações com o aumento das chamadas operações parafiscais, que são iniciativas do governo principalmente com crédito com algum grau de subsídio governamental.

A leitura da autoridade monetária é que isso diminuiria a eficácia da política monetária e, mesmo no caso de incentivo voltada para investimentos, no curto prazo tende a estimular um aumento da demanda que, a depender do contexto, pode ter impacto em preços.

O governo está em um momento no qual entende que é preciso apoiar a economia para trazê-la de volta ao ritmo de crescimento mais próximo do seu potencial, depois da estagnação vista no segundo semestre do ano passado. A guerra oferece pretexto, mas o ano eleitoral reforça as motivações. As informações são do jornal O Globo.

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