Segunda-feira, 11 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de dezembro de 2015
O Palácio do Planalto deflagrou na sexta-feira uma articulação emergencial para evitar que a saída de Eliseu Padilha da Secretaria da Aviação Civil se transforme em uma debandada dos ministros do PMDB.
O governo ofereceu a vaga de Padilha, um ministro da cota do vice-presidente Michel Temer, à ala governista do PMDB da Câmara dos Deputados, representada pelo líder Leonardo Picciani (RJ).
Fez-se, de resto, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, uma rodada de consultas para verificar se algum outro ministro peemedebista cogita seguir os passos de Padilha. Havia especial preocupação com dois: Henrique Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia). O primeiro, a exemplo de Padilha, é amigo de Temer.
O outro é visto como aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na CPI da Petrobras, já encerrada, Pansera foi chamado pelo doleiro preso Alberto Youssef de “pau mandado do Cunha”.
Henrique e Pansera sinalizaram a intenção de permanecer no governo. O mesmo ocorreu com os ministros Marcelo Castro (Saúde) e Helder Barbalho (Pesca), filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).
Ao final de uma sexta-feira tensa, os operadores políticos de Dilma pareciam mais sossegados. Avaliaram que, neste momento, está afastada a hipótese de um desembarque coletivo dos ministros do PMDB.
Simultaneamente, o Planalto tenta evitar que o PMDB indique para a comissão que analisará o pedido de impeachment representantes do pedaço “infiel” da legenda, que trabalha para afastar Dilma e acomodar no lugar dela o vice Temer.
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