Sábado, 09 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de dezembro de 2015
Organizado e metódico, Eliseu Padilha está sempre com planilhas atualizadas sobre as votações do governo, a posição de cada bancada e os cargos que cada partido ocupa em Brasília e nos Estados. Acompanhou com lupa os votos dos aliados e da oposição nas votações de todos os projetos do ajuste fiscal. Conhecimento que utilizará para acompanhar as movimentações no Congresso do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
Famoso por mapear votações e fazer previsões certeiras dos resultados no Congresso, Padilha sempre foi conhecido como um peemedebista de origem tucana. Ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso, de 1997 a 2001, perdeu poder com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, ficando longe da Esplanada por 14 anos.
Fiel ao vice-presidente Michel Temer, voltou ao centro do poder após uma difícil transição para o lado petista da força. Uma guinada que poucos esperavam, já que é histórico adversário do PT. Mas aderiu ao governo Dilma na campanha da reeleição, em 2010.
Desafeto dos petistas gaúchos, que o apelidaram de “Eliseu Quadrilha”, tornou-se ministro da Aviação Civil em janeiro deste ano. Com os desacertos da articulação política palaciana, a presidenta o chamou para a Secretaria de Articulação Política. Disse não à Dilma, que delegou a missão a Michel Temer. (AG)
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