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Geral Governo publica rescisão de contrato da vacina Covaxin

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A vacina é recomendada para os maiores de 18 anos, com um intervalo entre doses de quatro semanas. (Foto: Reprodução)

O governo do presidente Jair Bolsonaro formalizou nesta sexta-feira (27) a rescisão unilateral do contrato com a Precisa Medicamentos e com o laboratório indiano Bharat Biotech para compra de 20 milhões de doses da vacina contra covid-19 Covaxin, que colocou o presidente como alvo de um inquérito criminal e também está sob investigação da CPI da Covid no Senado.

No documento que confirma a rescisão, o Ministério da Saúde informa que a decisão decorre da não obtenção de autorização para uso emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme determinação prevista em lei e no contrato.

“A rescisão não impede a aplicação de eventuais penalidades incidentes no caso, bem como a apuração de responsabilidade civil e administrativa, em procedimentos específicos, abertos para tal fim, e precedidas de regular contraditório e ampla defesa”, frisou o documento.

Há dois meses, o Ministério da Saúde já havia suspendido o contrato de importação do imunizante por orientação da Controladoria-Geral da União.

Na época, a medida foi tomada depois que uma auditoria da CGU para analisar questões relativas à legalidade do processo de contratação e importação da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde demonstrou irregularidades em documentos apresentados pela Precisa Medicamentos. A empresa era representante do laboratório indiano no Brasil, na negociação com o ministério. De acordo com Wagner Rosário ministro da CGU, foram detectadas suspeitas de fraudes em dois documentos.

O governo federal havia assinado em fevereiro um contrato de 1,6 bilhão de reais para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, mesmo sem o aval da Anvisa para a vacina indiana.

Em entrevistas e depoimentos, o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, disseram ter relatado suspeitas de irregularidades no contrato com a Covaxin a Bolsonaro, o que levou o presidente para o centro da CPI da Covid.

Após isso, Bolsonaro virou alvo de um inquérito perante o Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar eventual prevaricação por supostamente não ter agido ante os alertas de suspeitas no contrato.

O relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), voltou a afirmar nesta quinta-feira (26), em entrevista coletiva, que o relatório da comissão estará pronto até o fim de setembro. Para ele, embora a CPI já esteja “na reta final”, ainda há tempo para avançar nas investigações e depoimentos, com possíveis novos convocados. As informações são da agência de notícias Reuters, da Agência Brasil e da Agência Senado.

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