Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de janeiro de 2024
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que o governo criará um fundo para financiar a aviação civil. Ele também afirmou que o Executivo trabalha para baixar o preço do querosene usado em aviões, e que há “sensibilidade” da Petrobras sobre o assunto.
O ministro disse que o fundo deverá ter de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões. A formatação e o valor exato, segundo ele, são discutidos com o Ministério da Fazenda e do BNDES. O projeto será apresentado em dez dias, de acordo com Costa Filho.
Ele afirmou que será marcada uma reunião para discutir o preço do querosene. Silvio Costa Filho falou a jornalistas no Palácio do Planalto, depois de discutir o assunto com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. A presidente da Abear, entidade que representa as aéreas, Jurema Monteiro, estava com Costa Filho.
O ministro disse que será elaborado um plano para fortalecer a aviação. Isso incluiria discussões sobre a judicialização do setor e entrada de novas empresas no mercado brasileiro. De acordo com ele, a elaboração do plano foi determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar do crescimento de 15,3% na movimentação de passageiros em 2023, o ministro tem afirmado que ainda há desafios para fortalecer as companhias – que se queixam de crise arrastada desde a pandemia de covid – e resultar em maior democratização do acesso aos voos.
Voa Brasil
O governo deve lançar em 5 de fevereiro o programa “Voa Brasil” que oferecerá passagens aéreas a um preço fixo de R$ 200. O evento de lançamento deve contar com a presença do presidente Lula. As passagens são para rotas nacionais.
Na primeira fase, o programa será voltado para aposentados que ganham até dois salários mínimos e estudantes do Programa Universidade Para Todos (Prouni).
A princípio, a partir do dia 6 de fevereiro já será possível comprar as passagens aéreas de R$ 200 no aplicativo do programa Voa Brasil. Para poder viajar, os aposentados, pensionistas e bolsistas do Prouni precisam não ter viajado de avião nos últimos doze meses.
O ministério prevê que de 2,5 milhões a 3 milhões de pessoas que nunca viajaram de avião, ou não viajam há mais de 12 meses, consigam adquirir passagens aéreas.
As principais empresas aéreas do país, como Gol, Latam e Azul, que representam quase 98% dos voos domésticos do Brasil, estarão no programa.
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