Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
“Toda vez que o Governo aumenta de tamanho, a liberdade diminui” (Ronald Reagan, 40° Presidente dos USA)
É da nossa cultura que vêm de décadas e até séculos de transferir os problemas da sociedade para o governo.
Mas não é para isso que pago impostos!????
Reclamamos nós, diante das demandas coletivas, sejam elas de qualquer natureza.
A resposta: Sim e não.
O Estado brasileiro foi criando mecanismos de defesa e filtros para manter-se suficientemente distante das cobranças da sociedade.
Entra governo e sai governo, à sua maneira prioriza-se.
Nunca contrariando seus interesses corporativos ou partidários, se for o caso, o próprio governo encontra uma lei para barrar o projeto.
Com efeito, o Estado se mantém distante das necessidades reais da sociedade, porém bem pertinho do bolso do contribuinte.
Seja quem for, na física ou jurídica, o Estado sabe tudo de nós, e nós quase nada dele.
É só você atrasar algum tributo e uma rede de mecanismos te alcança rapidinho, porém nas grandes movimentações financeiras ninguém vê nada!!
O Estado assumiu o protagonismo da vida social, são manchetes em jornais, Tv e redes sociais e ainda tem uma tietagem grande!
O governo faz o que quer, e ao seu tempo enquanto nós, consumidores, profissionais liberais, comerciantes e industriais, os verdadeiros produtores da riqueza, somos a plateia que assiste.
Em resumo:
O Estado manda na gente!
Esta cultura social enraizada em nossas mentes transfere o protagonismo social para o governo, é a principal consequência é o nosso atraso civilizatório como um todo.
Muito se fala que a saída para tudo é a educação, entretanto, a educação vai ter que melhorar muito para ficar só ruim!
Professores desestimulados e desrespeitados, alunos formados que sabem quase nada.
Nosso ensino é péssimo.
E o que fazemos?
Dizemos que a culpa é do governo! Transferindo o problema ao Estado, que por sua vez, dá de ombros, há décadas e vida que segue.
E assim é também em nosso dispendioso serviço de justiça, de infraestrutura viária e urbana, de saúde, segurança pública e saneamento básico. Ruim, pouco e caro.
Nós, a sociedade não temos para quem entregar a multa!
E a avaliação de quatro em quatro anos nas eleições pouco resolve se a sociedade se mantém omissa.
Por outro lado, há uma corrida para entrar no serviço público, pois paga bem, estabilidade no emprego, outras vantagens, e com algum talento extra dá pra ficar rico!
Menos é claro, professores, policiais militares, profissionais da saúde, estes servidores devido ao contingente ser grande, seguem na mesma de sempre.
Se a sociedade continuar a não se organizar e não se reconhecer como protagonista no desenvolvimento social e econômico, o Estado continuará crescendo, custando caro, e auto-consumindo a maior parte dos impostos pagos por quem produz a riqueza.
Quanto mais organizada for a sociedade, menor será o Estado, mais fácil de controlar e mais barato.
O Estado não “dá nada”, ele tira da sociedade na forma de impostos e devolve na forma de serviços.
É isto que devemos ter sempre em mente.
Por Rogério Pons da Silva, jornalista e empresário (rponsdasilva@gmail.com)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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