Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020

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Mundo Grande explosão atinge a região portuária de Beirute, no Líbano

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A fumaça tomou conta da cidade.

Foto: Reprodução de TV
(Foto: Reprodução de TV)

Uma grande explosão aconteceu na região portuária de Beirute, no Líbano, nesta terça-feira (4). Após o estrondo, uma enorme coluna de fumaça tomou conta da cidade, além de uma onda de choque que repercutiu em locais a quilômetros do local. A suspeita é que a explosão tenha partido de um armazém que guardava toneladas de nitrato de amônio. Não há evidências de atentado.

Segundo o presidente do país, Michel Aoun, a capital deve declarar estado de emergência para as próximas duas semanas e defendeu ser “inaceitável” que 2.750 toneladas de nitrato de amônio fossem armazenadas por seis anos em um depósito sem a segurança necessária.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, afirmou que o país enfrenta uma catástrofe e declarou luto oficial de três dias. Segundo ele o governo irá investigar os responsáveis pelo armazém, que funcionava no local desde 2014.

O número de mortos em razão de uma grande explosão em Beirute nesta terça-feira aumentou para 78, e cerca de 4.000 pessoas ficaram feridos. As informações foram atualizadas por autoridades até o final da noite. O ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hassan, nos primeiros comentários televisionados, já havia anunciado que mais de 25 pessoas tinham morrido e mais de 2.500 estavam feridas.

A Cruz Vermelha afirmou que parte das vítimas foi levada a hospitais, mas ainda há muita gente presa em escombros dentro de suas casas. Barcos resgatam pessoas que foram jogadas ao mar.

Diversos imóveis foram danificados. O estrondo quebrou janelas a quilômetros de distância do local da explosão. “Vi uma bola de fogo e de fumaça subindo por Beirute. As pessoas estavam gritando e correndo, sangrando. Varandas foram arrancadas de edifícios. O vidro dos prédios quebrou e caiu nas ruas”, disse uma testemunha.

Apesar de o país já ter sido alvo de terroristas e viver um período de instabilidade política, não há evidência ainda de que se trate de um atentado.

Nitrato de amônia

Mohammed Fahmi, primeiro ministro do interior, disse que aparentemente a causa estaria relacionada a uma quantidade de nitrato de amônia estocada sem as medidas adequadas de segurança em um dos armazéns do porto. Seriam toneladas do produto, utilizado como fertilizante, estocadas no local.

O material seria relativamente pouco explosivo, desde que não aquecido. Ele se apresenta em pó branco ou em grânulos solúveis em água. A partir de 210 °C, no entanto, o nitrato de amônia se decompõe e, se a temperatura aumentar para além de 290 °C, a reação pode ser explosiva.

Há vários fatores que poderiam desencadear a reação, como fiação defeituosa, incêndio ou superaquecimento de estruturas.

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