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Brasil Greve de médicos peritos do INSS completa quatro meses

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(Foto: Banco de Dados)

Os médicos peritos já fazem a maior paralisação na história do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). São quatro meses parados. A última rodada de negociações foi no início de dezembro. De lá para cá, silêncio.

Pelas contas da ANMP (Associação Nacional dos Médicos Peritos), foram quatro reuniões antes do início da greve e três durante esses quatro meses de paralisação. A última reunião entre governo e grevistas foi no dia 11 de dezembro. Não houve acordo. Aliás, resultado teve: é trabalhador afastado, doente, sem dinheiro, que não recebe o auxílio-doença e quem já está bom e quer, mas não pode voltar ao trabalho.

Essa situação piora a cada dia. Com a greve, quase 2 milhões de perícias deixaram de ser feitas no País, nas contas do sindicato da categoria. O INSS diz que esse número é um pouco menor: que são 1,3 milhão de perícias atrasadas desde o início da greve.
Hoje, quem precisa desse atendimento médico tem que esperar 80 dias, em média. Antes, eram 20 dias. A perícia é exigida para se conseguir auxílio-doença, aposentadoria especial por invalidez ou mesmo para poder voltar ao trabalho depois da licença.

O INSS passou a descontar os dias parados dos grevistas, depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou uma decisão que impedia o corte do ponto.

A Associação dos Peritos afirmou que está mantendo o atendimento mínimo de 30% exigido por lei. Os médicos reivindicam aumento salarial de 27,5% e uma redução na jornada de trabalho, de 40 horas para 30 horas semanais. Mas a negociação está emperrada.

O INSS disse que, quando forem liberados, os benefícios vão ser pagos retroativos à primeira data de agendamento do segurado. (AG)

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