Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Light Rain

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Greve de motoristas de aplicativo tem baixa adesão, mas usuários relatam preços altos

Compartilhe esta notícia:

Proposta do governo também prevê carga horária e pontos de apoio. (Foto: EBC)

A paralisação nacional dos motoristas de aplicativos de transporte convocada para essa segunda-feira (15), pegou de surpresa alguns usuários de serviços como Uber e 99. Nas redes sociais, consumidores relatam que foram surpreendidos com os preços mais altos para as viagens ao tentar solicitar o transporte. Mas não houve uma queixa generalizada: apesar de alguns relatos, a adesão ao movimento foi abaixo do esperado e o serviço em diversas cidades do País operou normalmente.

A paralisação foi organizada por entidades como a Federação dos Motoristas de Aplicativos do Brasil (Fembrapp) e pela Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp). A expectativa era de que a adesão chegasse a 70% da classe em todo o País durante 24 horas.

Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp e diretor da Fembrapp, informou que, até o momento, as empresas de transporte por aplicativo não se manifestaram sobre as demandas dos motoristas.

O representante diz ser difícil cravar números sobre a adesão ao movimento, mas diz que as corridas a preços dinâmicos – quando há mais solicitações do que carros disponíveis – teriam disparado na cidade de São Paulo, o que demonstraria uma boa adesão por parte dos trabalhadores. “Juntando todos os relatos, eu creio que a paralisação está dando muito certo, mesmo com alguns motoristas trabalhando”, diz.

Um levantamento da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) aponta que o País tem pelo menos 1,66 milhão de brasileiros trabalham, atualmente, como entregadores ou motoristas de aplicativos no Brasil.

Em nota, a Amobitec declarou que “respeita o direito de manifestação” dos motoristas. “As empresas associadas mantêm abertos seus canais de comunicação com os motoristas parceiros, reafirmando a disposição para o diálogo contínuo, de forma a aprimorar a experiência de todos nas plataformas”, afirmou a entidade.

Demandas

Segundo o presidente da Amasp, a paralisação ocorreu porque os motoristas de aplicativo estão recebendo o mesmo desde 2016. “Até hoje, o motorista mantém o valor das corridas ganhando a mesma coisa. O setor automobilístico aumentou suas peças, o valor do veículo, o petróleo teve aumentos consecutivos, e as empresas não acompanharam esse aumento”, explicou.

Outra reivindicação da categoria é com relação ao sistema de cobrança. “De 2019 para cá, as empresas mudaram o sistema de cobrança. Antes, você saía da sua casa para ir para o seu trabalho, por exemplo, você sabia que esse valor informado seria o mesmo que você pagaria. Atualmente, não é isso mais, e com isso a taxa cobrada dos motoristas também está sofrendo essa variação”, lamenta Souza.

“As empresas reajustaram os valores das tarifas para os passageiros, mas não repassaram para os motoristas, fazendo com que o valor de uma corrida chegue até 60% de desconto de taxa. Com isso, os motoristas estão trabalhando longas horas, chegando no final do dia com o lucro muito baixo, fazendo com que ele tenha que trabalhar todos os dias”, completa.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Caminhoneiros fazem manifestação contra roubo de cargas no Rio de Janeiro
Em depoimento, jogadores de futebol alegam que não sabiam que esquema de manipulação de partidas é crime
Pode te interessar