Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2015
A cidade de Buenos Aires, na Argentina, amanheceu parada nessa terça-feira (09) em razão de uma greve dos funcionários do setor de transportes para exigir melhores salários.
Com duração de 24 horas, a paralisação foi convocada por organizações sociais e sindicatos de esquerda na capital e nas principais cidades do interior do país.
Além dos transportes, também aderiram à greve funcionários dos serviços de coleta de lixo domiciliar, de distribuição de alimentos e de entrega de combustíveis aos postos de serviços.
Os trabalhadores ainda bloquearam os principais acessos das cidades da Região Metropolitana de Buenos Aires, impedindo que pessoas em automóveis particulares chegassem ao centro da capital argentina.
“É uma paralisação que lamentavelmente ocorre porque as autoridades não querem negociar e ouvir as reclamações dos trabalhadores”, disse o sindicalista Roberto Fernández ao La Nación.
A paralisação é a quinta desde que a presidenta Cristina Kirchner assumiu o comando do país, em 2007, e a segunda em dois meses contra políticas do governo.
Os sindicatos se queixam que o governo argentino teria fixado um teto de reajuste salarial de 27% neste ano, sendo que a inflação no ano passado foi de 38%. A alegação do governo é que os aumentos de preço estão se moderando (a inflação está em torno de 25%).
Outra queixa é o imposto sobre os salários, que começa a tributar quem ganha mais de 15 mil pesos (o equivalente a 3,5 mil reais). Os trabalhadores querem a correção do limite de isenção, argumentando que muitos passarão a pagar impostos com os reajustes salariais praticados neste ano.
O governo criticou a paralisação. De acordo com funcionários de Cristina, a mobilização é promovida por sindicatos opositores e tem interesses políticos, na tentativa de prejudicar o governo em um ano eleitoral.
Voos
Segundo o La Nación, os voos domésticos não estavam partindo dos aeroportos. Alguns voos internacionais, no entanto, foram mantidos. A TAM e a Gol informaram o cancelamento de voos entre São Paulo e Buenos Aires. (Folhapress)
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