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Porto Alegre A Guarda Municipal de Porto Alegre encerra festa clandestina e fecha sete estabelecimentos comerciais

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Entre os estabelecimentos flagrados abertos fora do horário permitido pelo decreto estadual estavam bares, loja de conveniências e lancherias

Foto: Guarda Municipal/Divulgação
Corporação tem intensificado a atuação em áreas mais críticas. (Foto: Divulgação/Guarda Municipal)

Entre a noite de sexta-feira e madrugada desse sábado (6), a Guarda Municipal de Porto Alegre encerrou uma festa clandestina com cerca de 30 pessoas no bairro Farrapos (Zona Norte). Também fechou sete estabelecimentos comerciais por funcionarem após as 20h, contrariando decreto estadual sobre restrições para regiões sob bandeira preta no distanciamento controlado.

A punição abrangeu bares, lancherias e loja de conveniência, durante patrulhamento em bairros que costumam concentrar a maior parte da movimentação boêmia na capital gaúcha, tais como Moinhos de Vento, Cidade Baixa e parte do Centro Histórico. Os flagrantes foram realizados com apoio da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) e Brigada Militar.

De acordo com a prefeitura, a fiscalização será reforçada para a partida entre Grêmio e Palmeiras, marcada para as 18h deste domingo (7). Apesar do duelo final da Copa do Brasil ter a sua realização em São Paulo, as autoridades querem garantir que não haverá aglomerações de torcedores em bares ou mesmo nas ruas durante a transmissão do jogo pela TV.

No confronto de ida, disputado na noite de domingo passado (28) na Arena, não foram registradas aglomerações nem autuações por outros motivos. Nem mesmo no entorno do estádio, na Zona Norte de Porto Alegre.

Sem descanso

Na quarta-feira (3), uma denúncia anônima levou a Guarda Municipal de Porto Alegre a interditar uma boate na avenida Farrapos, bairro São Geraldo (Zona Norte). No momento da abordagem, o letreiro em neon sobre a porta de entrada do estava aceso e dentro do “night club” havia 15 pessoas, incluindo clientes, funcionários e o dono do estabelecimento, um idoso de 75 anos.

Ele argumentou, em vão, que precisa “pagar as despesas com funcionários e fornecedores”. Também declarou que pretende recorrer da interdição para que a boate – na ativa há 45 anos – possa ter suas atividades retomadas quando a região não estiver mais sob bandeira preta.

Um dia antes, agentes da Guarda Municipal e fiscais da prefeitura haviam interditado uma pet-shop no bairro Bom Fim (área Central) e cinco lojas na avenida Assis Brasil (Zona Norte). Denúncias ao telefone municipal 156 haviam relatado que o primeiro estabelecimento estaria realizando serviços de banho em animais domésticos, por agendamento.

Já nos demais endereços, os flagrantes de descumprimento resultaram de uma vistoria no comércio da região. Mais de dez lojas foram fiscalizadas, das quais metade estavam abertas sem permissão.

Destas, quatro foram interditadas parcialmente, pois a medida cautelar parcial interdita somente atividades que não estão autorizadas, permitindo eventuais atividades essenciais, como vendas de alimentos e produtos de higiene.

Um estabelecimento que comercializava produtos para cabeleireiros foi multado e interditado parcialmente, pois também vendia materiais de higiene.

No domingo (28), a Guarda Municipal fechou três estabelecimentos comerciais que estavam funcionando após as 20h, por descumprimento às regras da bandeira preta, conforme determinação do governo estadual. A corporação fez operação especial, junto com a EPTC e a Brigada Militar, para coibir as aglomerações.

Foram autuadas na ocasião uma pastelaria na rua Joaquim Nabuco (bairro Cidade Baixa), uma loja de bebidas na avenida Oscar Pereira (Glória) e uma cancha de bocha na rua Afonso Lourenço Mariante (Belém Velho). Nas três situações os proprietários acataram a determinação dos agentes e suspenderam as atividades comerciais.

(Marcello Campos)

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