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Geral Guerra na Ucrânia entra em nova fase com envio de tanques de Estados Unidos e Alemanha: “Existe uma percepção de que é agora ou nunca”, diz especialista

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Países enviarão modernos tanques de guerra Leopard 2 à Ucrânia. (Foto: Reprodução)

Após meses de recusa em enviar para a Ucrânia armamentos pesados, Estados Unidos e Alemanha mudaram de postura e reforçaram o apoio contra a Rússia. Tanguy Baghdadi, professor de relações internacionais e fundador do podcast Petit Journal, explica o novo momento do conflito: “Existe uma percepção de que é agora ou nunca”.

“Se isso não acontecer agora, é possível que a Rússia consiga, de fato, retomar vários territórios que foram tomados no início do conflito. Portanto, a situação ucraniana fica mais complicada.”

Diante de mais uma ofensiva russa, Kiev recebeu na sexta-feira (3) uma cúpula com a presença de líderes europeus, um movimento de “renovação de votos” em favor da Ucrânia. Os europeus anunciaram novas sanções contra a Rússia, que só pretendem detalhar no próximo dia 24, quando a guerra completa um ano. O presidente Volodymyr Zelensky declarou intenção de começar neste ano as negociações para a entrada da Ucrânia na União Europeia.

Em entrevista a Natuza Nery, do portal de notícias G1, Tanguy avalia que a percepção de risco dos países apoiadores da Ucrânia também diminuiu com o passar do tempo. “A Rússia, afinal de contas, não tem uma capacidade tão grande assim para exercer uma ameaça tão severa contra países que eventualmente apoiem a Ucrânia.”

O governo dos Estados Unidos anunciou que fornecerá 31 tanques de batalha M1 Abrams para a Ucrânia em questão de meses, uma decisão que ajudou a quebrar um impasse diplomático com a Alemanha sobre a melhor forma de ajudar Kiev na guerra contra a Rússia.

O presidente Joe Biden disse que os tanques são necessários para ajudar os ucranianos a “melhorar sua capacidade de manobrar em terreno aberto”. Biden agradeceu à Alemanha por sua decisão de fornecer à Ucrânia tanques Leopard 2.

A Alemanha decidiu, após meses de hesitação, enviar à Ucrânia os modernos tanques de guerra Leopard 2, além de permitir que outros países, como a Polônia, possam adotar a mesma medida para reforçar a defesa das tropas ucranianas contra aos invasores russos.

Bombas dos EUA

Os Estados Unidos devem enviar para a Ucrânia bombas de pequeno diâmetro, lançadas a partir da terra, que dobrarão o atual alcance de ataque do país. O país norte-americano anunciou, na sexta-feira (3), uma nova ajuda militar de quase US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 11,17 bilhões) à Ucrânia, que inclui esses artefatos disparados a partir do solo que podem aumentar a cobertura da força de ataque ucraniana contra os russos.

Trata-se das Bombas de Pequeno Tamanho Lançadas do Solo (GLSDB, na sigla em inglês), foguetes de pequeno diâmetro fabricados por Boeing e Saab, que podem voar por até 150 km e, por isso, ameaçar as posições russas.

“Isto oferece uma capacidade de maior alcance que permitirá [aos ucranianos] realizar operações em defesa de seu país e recuperar seu território soberano”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Pat Ryder.

A Ucrânia pedia aos Estados Unidos munições que pudessem voar mais longe que os foguetes Himars, que têm alcance de 80 km.

As GLSDB proporcionam à Ucrânia a capacidade de atacar posições na região do Donbass, nas províncias de Zaporíjia e Kherson, e no Norte da Crimeia. Isso poderia representar uma ameaça às principais linhas de abastecimento russas, aos depósitos de armas e às bases aéreas.

Ryder disse que não sabe como a Ucrânia vai usar essa munição.

Essa ajuda de US$ 2,175 bilhões também inclui “capacidades de defesa aérea cruciais para ajudar a Ucrânia a defender sua população”, “veículos de infantaria blindados” e munições para o sistema de lançamento de foguetes Himars, informou o Pentágono. As informações são do jornal O Globo e do portal de notícias G1.

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