Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de maio de 2026
O ministro da Saúde Alexandre Padilha afirmou na segunda-feira (11) que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu vídeos de pessoas bebendo detergente da Ypê. As imagens seriam uma forma de protesto por eleitores de direita, após a agência reguladora ter determinado a suspensão de produtos da marca por irregularidades na produção.
“A Anvisa recebeu esses vídeos e está analisando cada um deles e analisando o que pode ser feito por meios jurídicos”, disse Padilha. Segundo o ministro da Saúde, a pasta vai analisar o que pode ser feito judicialmente.
Padilha falou à imprensa em evento no Planalto para a sanção do projeto de lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
Mais cedo, o ministro também havia comentado a repercussão de vídeos de políticos e apoiadores da direita comprando produtos da Ypê e, em alguns casos, ingerindo detergente para contestar a decisão da Anvisa.
Segundo ele, os vídeos tentam transformar uma decisão técnica da agência em uma disputa política: “A Anvisa não tem lado partidário.”
O ministro reforçou que a circulação dos conteúdos em defesa da Ypê começou após a repercussão de que os donos da empresa fizeram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
Entenda a decisão da Anvisa
Na última quinta-feira (7), a Anvisa publicou a Resolução nº 1.834/2026, que determinou a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca com numeração final 1.
A decisão ocorreu após uma avaliação técnica identificar irregularidades em etapas consideradas críticas do processo produtivo.
Na sexta-feira (9), os produtos foram liberados novamente após recurso apresentado pela empresa. Apesar disso, a recomendação para que consumidores evitem o uso dos itens citados na resolução permanece válida até a conclusão do processo de recolhimento.
Correção
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu nessa terça-feira (12) representantes da empresa Química Amparo LTDA, que apresentou as ações em andamento para a correção das linhas de fabricação de lava-louças (detergentes), sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos da marca Ypê.
A reunião aconteceu na sede da Anvisa, em Brasília (DF), e teve a participação do seu diretor-presidente, Leandro Safatle, do diretor Daniel Pereira, responsável pela supervisão da fiscalização, do presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e seu COO, Jorge Eduardo Beira. Representantes das áreas técnicas da Agência e dos setores jurídico e de controle de qualidade da fábrica também acompanharam o encontro.
De acordo com a empresa, desde a publicação da Resolução Anvisa 1.834/2026, na última quinta-feira (7), as equipes da fábrica de Amparo (SP) intensificaram o trabalho para atender a 239 ações corretivas elencadas pela Ypê, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária. As medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025. Nesta quarta-feira (13), a Diretoria Colegiada da Anvisa avaliará o recurso suspensivo apresentado pela empresa na última sexta (8). As informações são da CNN e da Anvisa.
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