Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2026
O programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas bancárias, está perto de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados, disse nessa segunda-feira (11) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. De acordo com ele, cerca de 200 mil pedidos de renegociação foram enviados aos bancos participantes.
Desse total, aproximadamente 100 mil operações estão praticamente concluídas.
O programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente hoje a R$ 8.105. Durigan informou que o governo também prepara a ampliação do programa para estudantes inadimplentes do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Segundo o ministro, a modalidade deve estar “totalmente operativa” ainda nesta semana.
Prêmio a adimplentes
O ministro também afirmou que o governo prepara uma versão do programa voltada para consumidores que mantiveram suas contas em dia. Segundo Durigan, a ideia é criar uma espécie de estímulo ou “prêmio” para os adimplentes, mas a medida será anunciada em um segundo momento.
De acordo com ele, neste primeiro momento o foco está nos consumidores inadimplentes, que enfrentam maiores dificuldades financeiras.
Como funciona
O Desenrola 2.0 permite que consumidores renegociem dívidas atrasadas com bancos em condições mais favoráveis.
Podem entrar no programa dívidas:
Contratadas até 31 de janeiro de 2026;
– Atrasadas entre 90 dias e dois anos;
– Ligadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
A proposta do governo é que os bancos concedam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto e juros menores.
Condições oferecidas
As renegociações podem incluir:
– Descontos entre 30% e 90%
– Juros máximos de 1,99% ao mês
– Prazo de até 48 meses para pagamento
– Primeira parcela em até 35 dias
– Limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco
– Desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso.
Uso do FGTS
O programa também permite que trabalhadores utilizem parte do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar dívidas. Será possível usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A medida busca reduzir o endividamento das famílias e evitar que consumidores recorram a linhas de crédito mais caras. As informações são da Agência Brasil.
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