Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Bem-Estar Haverá 300 mil brasileiros com mais de 100 anos de idade daqui a 30 anos

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Falta planejamento para garantir a renda durante os anos a mais de vida. (Crédito: Reprodução)

O brasileiro tem motivos para comemorar. A expectativa de vida ao nascer já passa dos 75 anos, mais que o dobro da registrada há um século, e, segundo projeções, em 30 anos o País terá mais de 300 mil cidadãos centenários. Mas essas boas notícias trazem uma preocupação: como garantir qualidade e padrão de vida para fazer com que esses anos a mais possam ser chamados de fato de “melhor idade”?

“Esse cenário exige que as pessoas sejam mais previdentes, para que possam ter boas condições de saúde e também financeiras para essa fase da vida”, afirma José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar. “Estamos vivendo mais e temos condições de viver melhor se definirmos um plano de acumular reservas no período em que somos mais produtivos.”

Na área da saúde, não há segredo. A receita é se alimentar bem e afastar o sedentarismo para evitar doenças crônicas. Estudos mostram que cerca de 30% das pessoas com mais de 60 anos têm hipertensão ou diabetes. Aos 85, praticamente todas têm.

“Quanto mais pudermos adiar essas doenças, melhor. O tabagismo, por exemplo, que atingia 34% dos adultos nos anos 1990, hoje está em 13%. Na contramão, está a obesidade, que vem aumentando”, afirma Cechin.

Prevenção.

No aspecto financeiro, prevenção é algo ainda distante para boa parte dos brasileiros. Falta planejamento para garantir renda durante os anos a mais de vida. O brasileiro poupa menos do que moradores de países desenvolvidos e de emergentes asiáticos. Nos EUA, é comum as pessoas terem planos para bancar a faculdade dos filhos e o padrão de vida após a aposentadoria.

Essa questão ganha relevância no Brasil devido às discussões sobre a reforma da Previdência. Há um consenso de que o envelhecimento da população, a queda na taxa de natalidade e o consequente aumento da proporção de aposentados em relação à população economicamente ativa exigem uma reforma. O déficit atinge hoje 150 bilhões de reais.

O Brasil permite a aposentadoria por tempo de contribuição sem idade mínima. Com isso, homens se aposentam, em média, aos 55 anos, e as mulheres, aos 52, afirma Paulo Tafner, economista e ex-diretor do IBGE. “Como a expectativa de vida nesta idade está na casa dos 80 anos, eles recebem o benefício por 25 anos [homens] e 30 [mulheres]. No total, recebem mais do que contribuíram. Não há como ser sustentável.”

Previdência privada.

A certeza de que a Previdência não poderá manter o padrão de vida de ao menos uma parcela da população tem feito crescer a procura por planos de previdência privada. São planos em que a pessoa aplica dinheiro enquanto está empregada para usufruir quando estiver aposentada. Há vários modelos no mercado, mas, no geral, eles têm incentivos fiscais e permitem que se acumulem reservas para garantir independência financeira.

Os aportes a planos abertos de caráter previdenciário acumularam 9,6 bilhões de reais em agosto, evolução de 35,21% frente ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida, entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no País.

Hoje, 12.578.748 de brasileiros têm planos de previdência privada aberta. Do total, 9.473.825 são pessoas com planos individuais e 3.104.923 com planos empresariais. Para especialistas, em 20 anos, 65% da população economicamente ativa terá algum plano previdenciário. (Folhapress)

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