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Brasil Uma equipe do canal GloboNews foi alvo de pedradas durante uma transmissão ao vivo

Incidente ocorreu em frente à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma equipe de reportagem do canal de TV GloboNews foi alvo de pedradas na manhã dessa quinta-feira, no Rio de Janeiro. Segundo a emissora, ligada à Rede Globo, o incidente ocorreu quando o repórter Edivaldo Dondossola fazia uma entrada ao vivo por volta das 7h em frente à favela da Rocinha, na Zona Sul da capital fluminense.

Ele mencionava detalhes sobre duas operações policiais que ocorriam desde o início da manhã na área e também em Jacarepaguá, Zona Oeste. Nesse momento, uma van ainda não identificada passou pela equipe e os ocupantes do veículo lançaram as pedras.

O repórter foi atingido na perna e cinegrafista Henrique Lima sofreu ferimentos na mão, sem gravidade. No vídeo, que passou ao vivo no canal a cabo durante o telejornal que vai ao ar no início da manhã, é possível ver quando a câmera balança e perde o foco.

“Perdão, jogaram uma pedra aqui na nossa equipe”, relatou Dondossola com a apresentadora Cecília Flesch, a quem se reportava no momento do ataque. Em seguida, ele se manifestou em sua conta no Twitter: “Felizmente, nada grave. Mas não deixa de ser lamentável ver do que as pessoas são capazes”.

De acordo com funcionários da GloboNews, a ação foi rápida e os profissionais não sabem dizer o motivo da agressão e nem quem eram os agressores. “Não podemos admitir ataques a jornalistas dessa forma! Uma pedrada!”, indignou-se a âncora Cecilia Flesch.

Em nota emitida por sua assessoria de comunicacão, a Rede Globo repudiou o episódio de violência. “Eventos como esse atrapalham o trabalho dos repórteres, que estão cumprindo a importante missão de informar”, protestou a empresa.

A emissora disse, ainda, que entende o direito de cidadãos de se manifestarem, desde que dentro da lei: “A Rede Globo busca cobrir os fatos com isenção e profissionalismo e, apesar da agressão, continuará cobrindo os eventos na cidade”.

Profissão de risco

Segundo a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), mais de 100 profissionais da imprensa foram vítimas de violência no país no ano passado. Com base em dados do relatório anual sobre Violações à Liberdade de Expressão, a entidade menciona 82 casos de violência não-letal, além de um assassinato.

Ainda de acordo com a estatística, o número de casos de violência não-letal contra profissionais de imprensa caiu 52% na comparação na comparação com 2016, o que não torna a questão menos preocupante para quem trabalha no setor.

Na avaliação da entidade, a queda no número está relacionada à diminuição dos protestos no País. “Não há dúvida nenhuma que no ano de 2017 nós tivemos um número muito menor de manifestações populares, manifestações de rua, do que em relação a 2016”, detalhou em janeiro.

“O fato de não haver essas manifestações, portanto, de não termos jornalistas expostos na sua atividade, gerou esta diminuição, que, para nós, aparentemente é tão alvissareira. Mas, se considerarmos a inexistência desses fatos, não podemos ficar tão animados assim”, acrescentou.

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