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Mundo Helicóptero venezuelano cai e mata sete militares a bordo

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Funcionários da Defesa Civil do município de El Hatillo realizam buscas na área da queda do helicóptero. (Foto: Reprodução)

Um helicóptero da Aviação Militar da Venezuela caiu perto de Caracas no sábado (4) pela manhã, matando todos os sete militares a bordo, informou o Ministério da Defesa em um comunicado. As informações são das agências de notícias Reuters, AFP e Efe.

A aeronave de modelo Cougar voava de Caracas, a capital, para San Carlos, no estado de Cojedes, centro-oeste do país, quando “foi para o chão”, disse o Ministério da Defesa, acrescentando que as autoridades estavam investigando a causa do acidente.

A aeronave caiu em uma zona montanhosa do município de El Hatillo. “O conselho de investigação de acidentes aéreos da instituição foi ordenado a iniciar as investigações pertinentes, a fim de determinar as possíveis causas”, disse o Ministério da Defesa.

O ditador Nicolás Maduro estava em Cojedes no sábado para assistir a uma série de exercícios militares com 5.300 soldados na base de El Pao. No entanto, não há indicações de que os membros da tripulação fizessem parte da comitiva presidencial.

Em discurso na televisão, Maduro disse que as atividades demonstram a prontidão militar da Venezuela contra o que chamou de ameaça representada pelos Estados Unidos.

Maduro acusa o governo dos Estados Unidos de tentar fomentar um golpe contra ele apoiando o líder da oposição, Juan Guaidó, que denuncia Maduro como ilegítimo.

“Eu lamento profundamente este incidente e expresso minhas sinceras condolências aos seus parentes e amigos”, disse Maduro mais tarde em uma rede social.

Mais militares mortos

Também no sábado, uma emboscada terminou com o assassinato de quatro militares e dois agentes da polícia no Estado de Aragua, na região central da Venezuela, informou o jornal “El Universal”.

Ainda não há informações sobre as motivações da emboscada, que ocorreu no mesmo dia em que o presidente autoproclamado Juan Guaidó convocou marchas contra Maduro pelo país.

A ação aconteceu em uma zona florestal da estrada que liga Magdaleno e Palo Negro, onde as Forças Armadas venezuelanas controlam uma unidade agrícola.

Foram confirmadas as mortes do general Jackson Alexis Silva Zapata, dos sargentos Robert León Castellano e Ángel Brito e do cabo Robinson Vizcaya Sojo. Os funcionários da polícia mortos são Bruno Benavides e Jesús Arraiz, segundo o “Universal”.

O governador do estado, Marco Torre, e o diretor da polícia científica, Douglas Rico, coordenam os trabalhos de investigação do caso.

Os policiais pertenciam à corporação do estado, enquanto os militares às Forças Aéreas e trabalhavam na Base Aérea El Libertador (BAEL), também situada em Aragua.

De acordo com a ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV), o país sofre uma “epidemia” de violência criminal. Segundo a mesma entidade, em 2018 morreram 23.047 pessoas em episódios violentos – a maioria cometidos com armas de fogo –, o que resultou em uma média de 81,4 mortes violentas a cada 100 mil habitantes.

O Estado de Aragua foi a região mais violenta da Venezuela no ano passado, com 168 homicídios registrados para cada 100 mil habitantes.

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