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Polícia Homem é condenado a 38 anos de prisão por atear fogo em bebê e mulher na Serra Gaúcha

Os crimes foram praticados no dia 4 de novembro de 2017 em Caxias do Sul

Foto: Reprodução
O juiz das garantias está previsto no pacote anticrime aprovado pelo Congresso e sancionado por Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, condenou Maycon Marcelino da Silva a 38 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio quadruplamente qualificado. Os crimes foram praticados no dia 4 de novembro de 2017, no bairro Santa Lúcia Cohab, contra Isabela Theodoro Martins, de 8 meses de idade, e a tia da criança, Lucilene Fonseca, que é ex-mulher do assassino.

Na data do crime, Maycon invadiu a residência onde as vítimas dormiam, jogou líquido inflamável e ateou fogo nelas. A ação resultou na morte de Isabela dois dias após o ataque. A necropsia apontou lesões letais provenientes de queimaduras de terceiro grau no corpo da bebê. Já o delito contra Lucilene não foi consumado, pois a vítima foi socorrida e recebeu atendimento médico.

Depois de ter atear fogo nas vítimas, ao perceber a presença de vizinhos, o denunciado fugiu do local, mas foi preso em flagrante, algumas horas depois, em um posto de combustíveis.

Conforme o Ministério Público, o homicídio de Isabela foi qualificado pelo emprego de fogo, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena base foi fixada em 19 anos de reclusão. O juiz exasperou a pena em 1/3, visto que a vítima possuía apenas 8 meses de idade na época do crime, restando ao acusado a pena provisória de 25 anos e quatro meses.

Já a tentativa de homicídio praticado contra Lucilene foi qualificada pelo emprego de fogo, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, e feminicídio. A pena foi fixada em 12 anos e oito meses de reclusão. A soma das penas determinou em 38 anos o tempo total de prisão.

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