Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de março de 2017
A Honda começou a veicular na TV, no início do mês, um vídeo em que busca chamar a atenção de quem ainda não atendeu ao recall dos “airbags mortais” no Brasil.
Trata-se do maior recall da história, motivado por um defeito no airbag produzido pela principal fornecedora desse tipo de equipamento no mundo, a japonesa Takata.
Além da Honda, ele envolve outras 10 marcas de carros no Brasil: Toyota, Nissan, Fiat, Jeep, Chrysler, Volkswagen, Subaru, Mitsubishi, Audi e BMW.
O caso é ligado a mais de 10 mortes no exterior. Apesar disso, os recalls desses airbags ainda têm baixa adesão. Ou seja, ainda há 1 milhão de veículos rodando sob risco.
O índice fez a marca decidir fazer anúncios além dos obrigatórios pela lei brasileira. Langrafe diz que a veiculação do vídeo na TV aberta e paga fez o número de agendamentos para a troca da peça defeituosa saltar de 114 para 1.100 ao dia, até a última segunda (13).
O total de veículos chamados por causa dos airbags da Takata, desde 2013, supera 3 milhões de unidades no Brasil. No mundo, o número passa de 30 milhões.
Entre os modelos atingidos estão Honda Civic (fabricados entre 2000 a 2008), Toyota Corolla (2002 a 2014), Fiat Uno (2015/2016), Jeep Renegade(2015/2016) e Nissan March (2011 a 2014).
O problema está na peça de metal que armazena o gás que faz a bolsa abrir, chamada insuflador.
Ela pode trincar com o tempo e a umidade, fazendo com que a abertura do airbag seja muito mais forte que o normal e, ao se partir em pedaços, lançar estilhaços contra os ocupantes, causando graves ferimentos.
Uma das mortes, nos Estados Unidos, foi investigada inicialmente como um assassinato porque os ferimentos da vítima pareciam facadas.
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