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Brasil Honorários e desentendimentos fizeram o ex-ministro Antonio Palocci dispensar o seu advogado

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Palocci tenta negociar acordo de delação premiada com foco em banqueiros e em empresários, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Reprodução)

O ex-ministro Antonio Palocci dispensou o advogado Adriano Bretas que negociaria sua delação premiada, mas a intenção ainda é fazer a colaboração.

Interlocutores de Palocci dizem que não houve acordo sobre os honorários e, além disso, o ex-ministro perdeu a confiança no defensor, para quem já confidenciou parte do que deve contar em colaboração à Operação Lava-Jato.

Renato Duque

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque revelou em depoimento que Palocci “gerenciava” as propinas para o ex-presidente Lula no âmbito de contratos da Petrobras.

Duque detalhou acertos referentes a contratos da Sete Brasil com estaleiros, que rendiam propinas à diretoria da Petrobras e ao PT – especificamente Lula, José Dirceu e João Vaccari Neto, segundo ele.

O depoimento foi dado no âmbito de ação penal contra Palocci, ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato na primeira instância.

Segundo Duque, a propina oriunda de contratos para a construção de sondas de exploração do pré-sal era repartida entre agentes da Petrobras e foi negociada pelo ex-gerente da estatal Pedro Barusco.

Os acertos teriam sido feitos em 2012, também supostamente com a participação do então tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
“Barusco volta e diz para Vaccari que fechou com os estaleiros a participação de 1% em todos os contratos. Sendo que Keppel e Jurong (estaleiros) tinha fechado 0,9%. E ele propôs nessa ocasião uma divisão ao estilo que ele praticou na engenharia de 0,5% para ‘Casa’ e metade para o partido”.

“Casa” é como ficou conhecido o grupo de dirigentes da Petrobras contemplado com propinas.

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