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Porto Alegre Hospitais de Porto Alegre superam 100% de ocupação pela primeira vez desde o início da pandemia

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O objetivo das orientações é dar conta do tratamento de pacientes com sintomas leves e moderados de coronavírus, liberando as UPAs e emergências de hospitais para casos mais graves. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

Porto Alegre atingiu no sábado (27) sua capacidade máxima de leitos de UTI desde o início da pandemia. Durante a tarde, chegou a bater 102,67% de ocupação, e à noite reduziu para 101,2%. A alta na procura por atendimento tem feito com que os médicos precisem escolher quem internar. Além dos hospitais, as UPAs da capital também continuam superlotadas.

O sábado (27) foi o primeiro dia de bandeira preta vigente para todo o Rio Grande do Sul, restringindo atividades econômicas com o fechamento do comércio não essencial, bares e restaurantes. A medida vale até o próximo dia 7. Entre os hospitais que atendem pacientes com coronavírus, o Moinhos de Vento registrou a maior lotação, 115%. A Santa Casa chegou a 102%. O Clínicas teve 96,32% até a noite, e o Conceição, 97,33%.

“Tem sido um cenário que antes não era necessário, escolher, fazer uma definição de perfil de risco e oferecer para os pacientes que têm mais chance de sobreviver versus o que têm menos chances de sobreviver a melhor capacidade tecnológica e de equipe”, afirmou a diretora-presidente do Clínicas, Nadine Clausell. “O que que quero dizer com isso: se escolhe os pacientes que a gente acaba de receber para colocar na UTI do hospital. Isso é um drama que nenhum médico gostaria de enfrentar na vida e isto estamos enfrentando nos últimos 15 dias”, concluiu.

Consórcio

O prefeito Sebastião Melo deverá encaminhar ainda nesta semana à Câmara Municipal um projeto que prevê a criação de um consórcio de municípios de todo o país para a compra de vacinas contra a Covid-19. Em reunião virtual organizada pela Frente Nacional dos Prefeitos, foi definido que os governos municipais buscarão essa alternativa para tentar ampliar a imunização da população.

“Sabemos que comprar a vacina sem os recursos federais é algo difícil e complexo, mas não vamos medir esforços para imunizar a população. Essa é hoje a nossa grande prioridade”, disse Sebastião Melo.

A ideia dos prefeitos é buscar negociações com todos os laboratórios que produzem os imunizantes. “São várias empresas desenvolvendo vacinas, e estaremos atentos para agir, dentro das nossas possibilidades”, completou o prefeito.

Aulas

O desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, negou recurso do Município de Porto Alegre contra a suspensão das aulas presenciais na rede municipal. Desta maneira, as aulas presenciais em escolas municipais seguem suspensas enquanto durar a vigência da bandeira preta do modelo de Distanciamento Controlado na região 10, da qual a Capital faz parte, independentemente de eventual flexibilização de protocolos.

A decisão em primeira instância havia sido após um pedido do Simpa. A Prefeitura, então, entrou com um recurso, garantindo que haveria condições para o retorno dos estudantes às escolas, além de citar que crianças e adolescentes correspondem a menos de 9% dos casos notificados. O Município citou também que a suspensão “viola o direito à educação e à própria saúde mental de alunos, à alimentação e à segurança de crianças e adolescentes, especialmente daqueles que vivem em periferias e que os pais precisam se ausentar durante o dia para trabalhar”.

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