Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de agosto de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A Câmara dos Deputados, ontem, retirou da proposta de reforma eleitoral o percentual que definiria o valor do fundo para financiar as campanhas. Em 2018, iria a 3 bilhões e 600 milhões de reais. Um assalto ao Tesouro Nacional.
Outra decisão fixa regra de desempenho nas urnas para que seja dado acesso à repartição de quase 1 bilhão de reais por ano do fundo partidário. É dinheiro retirado do orçamento federal e que sustenta o come-e-dorme de nanicos, preocupados apenas em examinar o ingresso na conta bancária.
SITUAÇÃO VEXATÓRIA
O governador José Sartori foi ontem a Brasília mais uma vez para mendigar. Poderia levar na mão um cartaz com os dizeres: “Quem vai ajudar? Vendemos o almoço para pagar o jantar”.
PASSANDO ADIANTE
Técnicos da prefeitura de Porto Alegre examinam com lupa o pacote de João Doria que a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em julho. Em 1º turno, foram 36 votos a favor, 12 contrários e uma abstenção. Inclui a privatização de parques, planetários, mercados, sacolões, serviço de guincho, aluguel de bicicleta, mobiliário urbano, terminais de ônibus e a comercialização do sistema de Bilhete Único. Irá para o 2º turno dentro de três semanas. Depois, vão bater os martelos dos leilões.
A prefeitura ficará com as áreas da Saúde e da Educação.
EM LIQUIDAÇÃO
Dia e noite, o governo Temer pergunta onde está o dinheiro. Ao anunciar ontem a privatização da Casa da Moeda, de 14 aeroportos e empresas estatais, pretende arrecadar 44 bilhões de reais. É pouco para quem já pagou 263 bilhões de reais só de juros neste ano.
SILÊNCIO
Já se passaram sete meses e não surgiu o relatório conclusivo sobre o acidente que matou o ministro Teori Zavascki e mais quatro passageiros.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Proposta em 1954 por Getúlio Vargas, a criação da Eletrobras teve andamento sete anos depois, durante a gestão de Jânio Quadros. A fita inaugural foi cortada por João Goulart em 1962. Ao longo de 55 anos, várias diretorias foram entregues a afilhados de políticos. Sobre energia elétrica não conheciam mais do que ligar e desligar uma lâmpada. Justifica-se o prejuízo acumulado de 250 bilhões de reais.
NOS EXTREMOS
Hoje, estão sendo assinalados 63 anos do suicídio de Getúlio Vargas, o personagem mais controvertido da história política brasileira. É amado pelos que nele veem virtudes e criticado por quem só aponta defeitos. Talvez porque sua atuação abrangeu um largo espectro: de chefe revolucionário em 1930 a ditador em 1937 e líder das massas em 1950.
DEPOIMENTO
De 1949 a 1954, o jornalista Samuel Wainer conviveu de forma muito próxima com Getúlio Vargas. Em 1977, Samuel escreveu:
“Getúlio pareceu ter sintetizado no seu comportamento todas as qualidades e defeitos do brasileiro. (…) O ‘baixinho’ sempre surgia como grande malabarista, derrotando com suas artes o inimigo peso-pesado. (…) Suas inocentes travessuras contrastavam com uma austeridade que jamais permitiu que alguém se aproximasse dele sem seu consentimento. (…) Com um tiro no peito, o seu último feito, a sua última dramática travessura, puxou a toalha da mesa na hora do festim.”
CORDA BAMBA
O trocadilho do professor Luiz Flávio Gomes, criador do movimento Quero Um Brasil Ético: “Temer está maduro para cair e Maduro tem tudo a temer”.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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