Sexta-feira, 29 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| Imposto de Renda: saiba como pode ficar a dedução de despesas médicas, com mudanças propostas pelo governo

Compartilhe esta notícia:

O pagamento será feito exclusivamente por Pix, usando a chave do CPF do contribuinte. (Foto: Arquivo/EBC)

Por meio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo federal apresentou nesta semana um pacote de medidas para corte de gastos que inclui a alteração nas regras de isenção do Imposto de Renda (IR) para contribuintes diagnosticados com doenças graves. A nova norma prevê que somente aqueles com renda de até R$ 20 mil mensais permanecerão isentos, mesmo se portadores de condições que possam resultar em sequelas ou risco de morte, como câncer, AIDS, Parkinson e esclerose múltipla.

Apesar da revisão das isenções, o governo garantiu que o direito de deduzir gastos com saúde no cálculo do IR será preservado para todos os contribuintes, independentemente do valor da renda. Isso inclui despesas com planos de saúde, consultas médicas e tratamentos especializados, como fonoaudiologia e psicoterapia, que continuarão sendo integralmente abatidos.

Em declaração durante coletiva de imprensa, Haddad esclareceu que as alterações buscam corrigir distorções na aplicação das isenções fiscais: “Gastos com saúde permanecem dedutíveis em sua totalidade. No entanto, a isenção do IR por razões de saúde será restrita a contribuintes com renda de até R$ 20 mil mensais”.

Outra medida anunciada pelo governo foi a ampliação da isenção do IR para indivíduos com rendimentos de até R$ 5 mil mensais. Em contrapartida, rendas acima de R$ 50 mil mensais passarão a ser tributadas em, no mínimo, 10%. Essa tributação considerará a soma de diferentes fontes de renda, como salários, aluguéis, dividendos e juros.

“Vamos supor que uma pessoa tenha rendimentos anuais de R$ 600 mil. Caso ela tenha pago R$ 35 mil de IR ao longo do ano, deverá complementar o valor até atingir os 10%, ou seja, R$ 60 mil. Contudo, se já tiver recolhido R$ 80 mil, não será impactada pela nova regra”, exemplificou o ministro.

Depende do Congresso

Tais medidas integram um conjunto de ajustes fiscais do governo e ainda precisam do sinal-verde do Congresso Nacional. Se aprovadas, entrarão em vigor no início de 2026. Haddad destacou que o calendário legislativo de 2025, considerado menos sobrecarregado e sem eleições, é propício para a tramitação da proposta.

“A reforma da renda está alinhada à reforma do consumo, ambas planejadas para vigorar no início de 2026”, ressaltou. “O próximo ano será um período tranquilo para o avanço das discussões legislativas.”

Parte de um esforço mais amplo do governo para equilibrar as contas públicas, o pacote também inclui medidas destinadas a aumentar a arrecadação e reduzir desigualdades fiscais. No entanto, as mudanças propostas geram discussões sobre seus impactos nos diferentes segmentos da população e sobre a viabilidade de sua aprovação no Congresso.

Enquanto isso, contribuintes devem permanecer atentos à evolução do debate legislativo e às possíveis adaptações nos próximos anos. As medidas reforçam a necessidade de planejamento financeiro para mitigar os efeitos das novas regras tributárias.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Prefeitura assina contratos para início das obras de novos empreendimentos do “Minha Casa, Minha Vida” em Porto Alegre
Vendas de alimentos acumulam crescimento de 2,7% no ano, diz a Associação Brasileira de Supermercados
Pode te interessar