Sábado, 07 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Recentemente, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), lançou uma campanha em favor da cobrança de impostos sobre os serviços de streaming, citando especificamente a Netflix e o Spotify. As justificativas, um tanto rasas, deram-se em um vídeo em que o prefeito apresenta basicamente duas razões para tal defesa: a lei tributária do ISS (Imposto Sobre Serviços) e a riqueza das empresas e seus donos.
A postura pró-intervenção estatal na alçada privada causa estranheza e espanto entre os apoiadores de Doria, pois não condiz com a postura de um empresário com a nova cara da política, motivo pelo qual foi eleito para o cargo que ocupa. Infelizmente, parece que o prefeito se afasta da imagem de empresário eficiente que está na política para administrar bem a coisa pública e diminuir a burocracia e o tamanho desnecessário do Estado.
Da mesma forma, parece aproximar-se da já conhecida imagem do político tradicional brasileiro que condena os lucros das boas empresas que prestam bons serviços e/ou produtos pelo simples fato de elas serem ricas. Como um empresário muito bem-sucedido, Doria deveria ser capaz de entender que mais impostos nunca são a solução, em absolutamente nenhum caso. É insustentável manter os preços tal como estão no longo prazo com aumentos constantes de impostos.
Hoje é a aplicação do ISS, amanhã será de outra alíquota ou até mesmo algum decreto elevando novamente os custos. O precedente criado a partir da intervenção estatal é quase sempre irreversível e tende a seguir fomentando a intromissão do Estado em áreas que não lhe cabem. O aumento da carga tributária impõe ao cidadão pagar mais pelo mesmo, e isso se dá em todas as áreas. Não à toa, vivemos em um país onde se ganha pouco e se paga muito por tudo.
O prefeito João Doria tem grande futuro à frente na política, podendo mudar a política tradicional completamente fracassada que muito bem conhecemos, mas, para tanto, ele não deve usar das mesmas técnicas para, ao fim e ao cabo, aumentar a receita do governo. É inaceitável que tenhamos ainda mais tributos para pagar o paquidérmico governo burocrático. Devemos clamar por menos impostos, menos burocracia e menos intromissão do Estado em nossas vidas, seja direta, seja indiretamente.
Felipe Morandi – Empresário e associado do IEE (Instituto de Estudos Empresariais)
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