Sábado, 07 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Colunistas Impostos aos ricos? Não, aos cidadãos

Compartilhe esta notícia:

O prefeito João Doria (SP) cutucou o presidenciável Jair Bolsonaro. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Recentemente, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), lançou uma campanha em favor da cobrança de impostos sobre os serviços de streaming, citando especificamente a Netflix e o Spotify. As justificativas, um tanto rasas, deram-se em um vídeo em que o prefeito apresenta basicamente duas razões para tal defesa: a lei tributária do ISS (Imposto Sobre Serviços) e a riqueza das empresas e seus donos.

A postura pró-intervenção estatal na alçada privada causa estranheza e espanto entre os apoiadores de Doria, pois não condiz com a postura de um empresário com a nova cara da política, motivo pelo qual foi eleito para o cargo que ocupa. Infelizmente, parece que o prefeito se afasta da imagem de empresário eficiente que está na política para administrar bem a coisa pública e diminuir a burocracia e o tamanho desnecessário do Estado.

Da mesma forma, parece aproximar-se da já conhecida imagem do político tradicional brasileiro que condena os lucros das boas empresas que prestam bons serviços e/ou produtos pelo simples fato de elas serem ricas. Como um empresário muito bem-sucedido, Doria deveria ser capaz de entender que mais impostos nunca são a solução, em absolutamente nenhum caso. É insustentável manter os preços tal como estão no longo prazo com aumentos constantes de impostos.

Hoje é a aplicação do ISS, amanhã será de outra alíquota ou até mesmo algum decreto elevando novamente os custos. O precedente criado a partir da intervenção estatal é quase sempre irreversível e tende a seguir fomentando a intromissão do Estado em áreas que não lhe cabem. O aumento da carga tributária impõe ao cidadão pagar mais pelo mesmo, e isso se dá em todas as áreas. Não à toa, vivemos em um país onde se ganha pouco e se paga muito por tudo.

O prefeito João Doria tem grande futuro à frente na política, podendo mudar a política tradicional completamente fracassada que muito bem conhecemos, mas, para tanto, ele não deve usar das mesmas técnicas para, ao fim e ao cabo, aumentar a receita do governo. É inaceitável que tenhamos ainda mais tributos para pagar o paquidérmico governo burocrático. Devemos clamar por menos impostos, menos burocracia e menos intromissão do Estado em nossas vidas, seja direta, seja indiretamente.

Felipe Morandi – Empresário e associado do IEE (Instituto de Estudos Empresariais)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Colunistas

Dívida com a União
Basta de pagar a dívida com a União
Efeito paralisante
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x