Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2019
Os frigoríficos brasileiros devem exportar 2,39 milhões de toneladas em 2020, aumento de 10,6% ante as 2,08 milhões de toneladas projetadas para este ano, conforme as projeções do Rabobank. As vendas externas de 2019 já devem aumentar 3,8% ante o ano passado. A China responde por mais de 30% das exportações de carne bovina do país.
O analista do banco Wagner Yanaguizawa, disse que a epidemia de peste suína africana na China deve continuar estimulando a demanda por carne. “O vírus não foi controlado e não será no curto prazo”, disse o analista. De acordo com o Rabobank, a produção de carne suína na China deverá recuar 25% neste ano, uma queda de 13 milhões de toneladas. Para o ano que vem, a queda acumulada deve ser da ordem de 12,5%, de acordo com o banco holandês. O país asiático é o maior consumidor de carne suína, respondendo por 50% da produção.
A demanda chinesa também deve ajudar a sustentar o crescimento das exportações brasileiras de carne de frango e carne suína. O Rabobank estima que os frigoríficos brasileiros exportarão 3,9 milhões de toneladas de carne de frango no próximo ano, incremento de 2,6% ante as 3,7 milhões de toneladas previstas para este ano.
Rabobank
O Brasil deverá exportar 2.39 milhões de toneladas de carne bovina em 2020, segundo estimativa divulgada pelo Rabobank. É um aumento expressivo de 15% em relação às 2.08 milhões de toneladas exportadas em 2018 e também em relação à estimativa para 2019, de 2.16 milhões de toneladas (mais 10,65%). De 2018 para 2019, o banco espera que o volume embarcado aumente 3,85%.
“Basicamente, vivemos um cenário de tendência de demanda internacional aquecida e de aumento sazonal da demanda doméstica com período mais quente”, disse o analista Wagner Yanaguizawa no evento “Perspectivas para o agronegócio brasileiro 2020”, em São Paulo. Isso explicaria, também, o aumento dos preços nas últimas semanas, que, segundo o analista, irá se manter até, ao menos, o início do ano que vem.
“Esperamos que os sinais de demanda permanentemente aquecida se mantenham nesses patamares”, afirmou Yanaguizawa. A demanda internacional vem principalmente da China, que registra casos de Peste Suína Africana e precisa importar volumes maiores de proteína animal. O analista destacou que o número de plantas habilitadas a exportar para o gigante asiático mais do que dobrou este ano. A estimativa é de aumento também na produção, de 2% este ano em relação a 2018, para 10.1 milhões de toneladas, com elevação de 3,50% em 2020, atingindo 10.45 milhões de toneladas.
Peste suína
Colapso da produção de porco na China, o maior consumidor deste tipo de carne do mundo, levou Pequim a duplicar importações, pressionando preços na Europa. Há um ano e meio, país enfrenta epidemia da doença.A Associação Alemã da Indústria da Carne (BVDF) fez um alerta sobre um provável aumento significativo no preço da carne de porco e derivados, incluindo o famoso schnitzel – bife à milanesa – na Alemanha. A alta nos preços se deve ao colapso da produção suína na China, que enfrenta uma epidemia de peste suína africana.
Embora nenhum caso de peste suína tenha sido registrado na Alemanha, a BVDF disse que os consumidores precisam se preparam para um aumento significativo nos preços do bacon, salsichas e do schnitzel. “As salsichas ficarão com certeza mais caras [no próximo ano]”, afirmou a presidente da associação, Sarah Dhem, ao jornal alemão Bild.
O aumento é resultado de um mercado atual ultracompetitivo, com o colapso da produção da China, o maior produtor e consumidor de carne de porco do mundo, e o aumento da procura por suínos da Alemanha e Suíça.
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